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Financiamento climático no Marrocos

File:Noor solar complex Quarzazate.jpg
Usina solar de Noor em Ouarzazate

O financiamento climático no Marrocos refere-se aos fluxos públicos e privados destinados a mitigar emissões, ampliar a participação de energias limpas e aumentar a resiliência a choques meteorológicos num país exposto a secas, ondas de calor e variabilidade pluviométrica.[1] As características climáticas combinadas com crescente estresse hídrico e sinais de desertificação no sul e no interior tornam prioritária a mobilização de recursos para adaptação e transição energética.[2][3]

No plano institucional, a agenda financeira do clima apoia-se em instrumentos nacionais recentes: a NDC atualizada e o Plano Nacional de Adaptação, além do Plano Nacional contra as Alterações Climáticas, que orientam a programação de investimentos e a coordenação interministerial.[4][5][6] Em fóruns internacionais o país também avançou — durante a COP28 apresentou um novo plano com objetivo de neutralidade carbônica até 2050 — o que reforça demandas por fontes de financiamento compatíveis com metas de longo prazo.[7]

O ecossistema de financiamento reúne fontes públicas, títulos verdes estatais e privados, grandes investimentos privados e crédito internacional. Em 2016 a MASEN emitiu o primeiro título verde marroquino; no mesmo ano o Banco da África lançou obrigações verdes de 500 milhões de dirhams e o Banque Centrale Populaire emitiu 135 milhões de euros em títulos verdes.[8][9] Projetos privados de grande escala também estão na pauta: em 2025 foi aprovado um pacote de iniciativas de hidrogênio verde avaliadas em 319 bilhões de dirhams.[10] A cooperação externa tem papel relevante — a União Europeia anunciou programas de 624 milhões de euros em 2023 e, em 2025, instituições como o EBRD em parceria com o Fundo Verde para o Clima, a UE e o Canadá concederam 70 milhões de euros ao Banco da África para reempréstimo a PMEs.[11][12]

As metas nacionais incluem elevar a participação das renováveis para mais de 52% da matriz até 2030, com cerca de 10 GW adicionais previstos; hoje o país conta com cerca de 4,55 GW de capacidade renovável instalada (c. 38% da capacidade elétrica total).[13][14] A ampliação de infraestrutura hídrica também avança: a estação de dessalinização de Agadir atende cerca de 1 milhão de habitantes, e o governo projeta mais plantas de dessalinização e investimentos substanciais para reduzir a vulnerabilidade hídrica.[15]

Contexto climático e vulnerabilidades

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File:Show Your Stripes change in temperature graphic for All of Morocco with bars with labels.png
Mudança de temperatura com base na média anual do país, de 1874 a 2022 (em inglês).

O clima de Marrocos é mediterrânico nas zonas costeiras e semi-árido a árido no interior e no sul, o que já o torna particularmente sensível a variações hidrometeorológicas.[16][17] As temperaturas médias têm aumentado nas últimas décadas e as projeções indicam que o país aquecerá a uma taxa superior à média global nas próximas décadas.[18][1]:6[19]

As principais mudanças observadas e projetadas que moldam as vulnerabilidades do país incluem o aumento da frequência e intensidade de ondas de calor, uma tendência geral de redução das chuvas anuais em grande parte do território e o agravamento de secas prolongadas — fatores que ampliam o risco de déficit hídrico, redução de vazões fluviais e perda de umidade do solo.[1]:3[20]

Marrocos enfrenta níveis elevados de estresse hídrico devido à combinação de clima seco, crescimento da demanda e exploração excessiva de aquíferos.[2]:5-6 Estudos por sensoriamento remoto e análises hidrológicas apontam para uma tendência de piora das secas e para alterações no regime pluviométrico que reduzem a disponibilidade de água em regiões-chave.[21][2]:7 A agricultura marroquina é fortemente dependente da precipitação e de recursos hídricos regionais — por isso, secas frequentes e maior variabilidade climática aumentam a exposição de pequenos produtores e afetam a produção e a renda agrícola.[22][1]:15

File:The effects of the drought on vegetation in Morocco.jpg
Efeitos da seca visíveis em imagens de satélite tiradas em fevereiro de 2021 e fevereiro de 2022.

Áreas do sul e do interior de Marrocos apresentam sinais de desertificação, perda de cobertura vegetal e degradação de sistemas tradicionais de irrigação.[3][23] Trabalhos de campo e análises por satélite documentam avanço da degradação nessas zonas sensíveis e riscos crescentes para meios de subsistência locais.[3] Variamente, grande parte da população e da atividade econômica concentra-se na zona costeira, de modo que a elevação do nível do mar, a erosão costeira e a intensificação de tempestades representam riscos relevantes para infraestrutura, portos e turismo;[24][25] avaliações regionais apontam exposição substancial de áreas urbanas e infraestruturas costeiras a inundações e erosão atualmente e nas próximas décadas.[24]

Além de secas e ondas de calor, Marrocos tem registrado episódios de chuva extrema e inundações locais — o aumento das concentrações de gases de efeito estufa, o impacto antropogênico sobre os recursos florestais e a variabilidade dos regimes da Oscilação do Atlântico Norte contribuem conjuntamente para a redistribuição das massas de ar, favorecendo a intensificação desses eventos extremos.[26]

A exposição ao risco é assimétrica: comunidades rurais dependentes da agricultura e populações em áreas periféricas com serviços insuficientes e ecossistemas frágeis costumam ter menor capacidade adaptativa.[27]

Marcos legais e institucionais

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O Plano Nacional de Adaptação (2022–2030) consolida ações setoriais e busca articular medidas de curto e médio prazo para reduzir vulnerabilidades, servindo de referência para a programação de investimentos públicos e para pedidos de financiamento internacional.[4] Em complemento, a NDC atualizada (submetida em 2021) define objetivos condicionais e incondicionais de redução de emissões e amplia o componente de adaptação, funcionando como quadro orientador para projetos e programas que buscam apoio financeiro externo.[5][28]

Paralelamente, Marrocos elaborou um Plano Nacional contra as Alterações Climáticas que agrega iniciativas ministeriais e fornece um quadro de ação que orienta políticas setoriais e coordenação interministerial. Esse instrumento tem sido usado para apresentar inventários de emissões e projeções de impactos, assim como estabelecer medidas de mitigação e de adaptação para áreas como previsão meteorológica, recursos hídricos, agricultura e saúde.[29][6]

Durante a COP28, Marrocos apresentou um novo plano nacional que visa neutralidade carbônica até 2050, com foco na descarbonização dos setores de energia, transportes, indústria e agricultura.[7]

O governo e operadores tem estruturado leilões e contratos de compra de energia que garantem a bancabilidade dos projetos buscam atrair produtores independentes.[30][31]

Financiamento público

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No plano institucional, a liderança política e técnica responsável pela fiscalização das leis referentes ao clima e direcionamento de investimentos é centralizada no Ministério da Transição Energética e Desenvolvimento Sustentável.[32] Dentro dessa estrutura ministerial funcionam alguns aparatos dedicados ao clima: desde departamentos técnicos (como a Divisão de Mudanças Climáticas e Economia Verde) até comissões nacionais (por exemplo, a Comissão Nacional para as Alterações Climáticas e Biodiversidade) que visam coordenar políticas, acompanhar compromissos internacionais e articular o trabalho com organismos subnacionais.[33][34][35][36]

A implementação técnica e operacional envolve várias agências públicas especializadas — entre as mais relevantes no setor energético e de infraestrutura estão a MASEN (Agência Marroquina para Energias Sustentáveis) e a ONEE (Escritório Nacional de Eletricidade e Água Potável) — que atuam na execução de projetos, atração de investimentos e regulação operacional do setor elétrico.[37][18]

No domínio econômico, o Ministério da Economia e das Finanças tem vindo a integrar preocupações climáticas nas decisões orçamentais (inclusive iniciativas de "etiquetagem climática" e discussão de uma taxonomia verde para orientar investimentos públicos), enquanto a gestão do acesso a fundos internacionais passa por estruturas de coordenação que conectam a autoridade financeira, o Ministério e a autoridade nacional designada junto de fundos multilaterais.[38][39]

A expansão de infraestruturas hídricas, em particular plantas de dessalinização e obras de transferência de água, tem sido tratada como prioridade pública para reduzir a vulnerabilidade a secas prolongadas. O governo apoiou financeiramente projetos com capacidade crescente, incluindo plantas em operação e outras em construção, com metas de ampliar substancialmente a produção de água potável até 2030.[40][41]

Em 2016 a MASEN emitiu o primeiro título verde marroquino, no valor de 1,15 bilhões de dirhams (c. 106 milhões de euros) para financiar partes do complexo solar Noor em Ouarzazate.[8]

Financiamento privado

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Vários projetos de energia limpa e tecnologia verde no Marrocos contam com capitais e serviços de empresas privadas internacionais. Em 2025, um comitê do governo aprovou grandes projetos de hidrogênio verde avaliados em 319 bilhões de dirhams (32,5 bilhões de dólares).[10][42] Essas iniciativas serão lideradas por consórcios privados: o estadunidense Ortus, a espanhola Acciona e a alemã Nordex produzirão amônia verde; as empresas dos Emirados TAQA e da Espanha Cepsa produzirão amônia e combustível limpo; a saudita ACWA Power produzirá aço verde; e companhias chinesas (UEG e Three Gorges) também produzirão amônia.[10][42] O objetivo declarado é posicionar o Marrocos como grande exportador de combustíveis verdes, alinhando-se às metas europeias de importação de hidrogênio renovável.[10][42]

Na sequência da emissão do primeiro título verde nacional pela estatal MASEN, bancos locais passaram a emitir seus próprios títulos. Em 2016 o Banco da África lançou obrigações verdes de 500 milhões de dirhams (c. 45 milhões de euros) de cinco anos para projetos renováveis, e pouco depois a Banque Centrale Populaire emitiu 135 milhões de euros em títulos verdes de dez anos.[9]

Cooperação internacional e financiamento externo

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A União Europeia anunciou em 2023 programas de cooperação de 624 milhões de euros para apoiar a transição energética marroquina e reformas na política climática.[11] Nesse contexto, foi firmada em 2022 uma "parceria verde" UE–Marrocos para investir em tecnologia limpa, energias renováveis e mobilidade sustentável.[13]

File:Morocco19.jpg
Ônibus híbrido em Marraquexe.

Bancos comerciais e instituições financeiras internacionais têm ampliado o crédito verde para empresas marroquinas. Em 2025, o EBRD (Banco Europeu para Reconstrução e Desenvolvimento), em parceria com o Fundo Verde para o Clima (FVC), a UE e o Canadá, concedeu um empréstimo de 70 milhões de euros ao Banco da África no Marrocos para reempréstimo a pequenas e médias empresas que invistam em mitigação e adaptação climática.[12][43] Dentro do mesmo projeto, o Banco SAHAM captou 55 milhões de euros em 2025 para linhas de crédito que financiarão projetos privados de transição energética e desenvolvimento sustentável.[44]

Um programa de parceria com a Coreia do Sul por meio da KOICA (Agência de Cooperação Internacional da Coreia) financiou a introdução de ônibus elétricos em Rabat, com aporte reportado em cerca de 13 milhões de dólares para aquisição de frotas elétricas e iniciativas de capacitação para operação e manutenção.[45]

A União Europeia incluiu apoio à agricultura e à floresta no âmbito da sua parceria verde com Marrocos (programa Terre Verte), que prevê financiamento e assistência técnica para práticas agrícolas e florestais mais sustentáveis no quadro da agenda 2020–2030.[46][47]

Principais setores beneficiados

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A transição energética é a prioridade do país, visando aumentar a participação de renováveis (solar, eólica, hídrica) na matriz até mais de 52% em 2030.[13][7] Essa meta traduz-se num plano para acrescentar cerca de 10 GW de nova capacidade renovável até 2030 (aproximadamente 4,56 GW solar, 4,2 GW eólica e 1,33 GW hídrica).[48]

A adaptação ao clima em Marrocos concentra-se em duas frentes complementares: a promoção de práticas agrícolas resilientes e a gestão integrada dos recursos hídricos. Nas últimas décadas o governo intensificou programas de modernização da irrigação, com ampla difusão de sistemas de gotejamento e práticas de agricultura ecoeficiente.[49][50][39] Em paralelo, o país tem lançado programas de dessalinização para reduzir a pressão sobre aquíferos e reservatórios.[15][51]

Projetos de mobilidade sustentável (transporte público elétrico, infraestrutura para veículos limpos) também recebem apoio, alinhados à meta de redução de consumo de energia elétrica nos transportes.[13][7] Por exemplo, o a parceria com a KOICA em Rabat, na aquisição de frotas de ônibus elétricos.[45]

A gestão florestal sustentável integra a agenda climática, contribuindo à adaptação e aos sumidouros de carbono.[39] Marrocos participa de iniciativas regionais e internacionais de restauração de paisagens e programas de reflorestamento e manejo sustentável apoiados por parceiros europeus, como o Terre Verte.[46][47] Há também iniciativas de caráter comunitário e de conservação sustentável que apostam em modelos de agroflorestamento e manejo participativo com a dupla finalidade de proteger ecossistemas e gerar renda para populações locais.[52]

File:Tarfaya Wind Farm.jpg
Parque eólico de Tarfaya.

Impactos e resultados

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Como resultado dos investimentos em energia limpa, a capacidade renovável instalada atingiu cerca de 4,55 GW (38% da capacidade elétrica total), colocando o Marrocos entre os cinco maiores países africanos em geração limpa.[14] Usinas solares como as do complexo Noor em Ouarzazate e parques eólicos existentes somam aproximadamente 765 MW de energia limpa operando no país.[53]

Além disso, Marrocos alcançou praticamente acesso universal à eletricidade, com programas de electrificação e sistemas solares descentralizados que elevaram a taxa de eletrificação rural para quase 100% nos últimos anos.[54][55]

Em resultados de ações de adaptação, a estação de dessalinização de Agadir em operação desde 2022 teve papel crucial: com vazão de cerca de 275.000 m³ por dia, ela garante água potável para uma cidade de c. 1 milhão de habitantes além de irrigação agrícola local.[15][51] Sem essa planta, haveriam cortes graves no abastecimento hídrico da população, que tem suas reservas vazias após períodos de seca.[15]

Críticas e controvérsias

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File:OuarzazateSolar.jpeg
Vista superior da usina de Noor.

A pesquisadora Zakia Salime, com base em trabalho de campo e entrevistas em Ouarzazate, afirma que o complexo solar Noor alterou trajetos tradicionais, restringiu o acesso a pastagens comunais e afetou modos de vida locais; ela contesta a narrativa oficial que descreve as terras como "vazias".[56] Outra acadêmica, Sarah Ryser, ao pesquisar Noor descreve o projeto como uma "máquina antipolítica" que tende a excluir canais genuínos de participação; seu estudo destaca impactos diferenciados por gênero e lacunas nos mecanismos de consulta durante o planejamento.[57] Ambas pesquisadoras apontam risco de perda de acesso a recursos de pastoreio e competição por água e terra quando grandes parques ocupam áreas tradicionais de pastoreio, recomendando salvaguardas específicas para populações pastorais.[56][57]

Houveram paralisações e dificuldades técnicas em componentes de energia solar concentrada (CSP) no complexo Noor e impasses sobre o uso de CSP versus baterias no projeto Noor Midelt; essas falhas motivaram debates sobre custo-efetividade e contínua revisão tecnológica.[58][59]

Em um panorama energético mais geral, uma dupla de pesquisadoes criticam o Plano Solar Marroquino por potencialmente reproduzir desigualdades territoriais e por forte dependência de financiamento externo, com benefícios locais distribuídos de forma desigual.[60]

A ONG Western Sahara Resource Watch (WSRW) documenta e critica parques eólicos e solares implantados no Saara Ocidental ocupado, argumentando que esses investimentos podem legitimar a ocupação e que não houve consentimento das populações saarauís.[61][62]

No contexto de mercado, a Carbon Market Watch apontou controvérsias sobre registros de projetos e créditos de carbono no território disputado, questionando a validade da "aprovação do país anfitrião" e alertando para riscos reputacionais quando créditos são gerados sem garantias de legitimidade.[63][64]

O ex-primeiro-ministro Abdelilah Benkirane e deputados do PJD acusaram publicamente o primeiro-ministro Aziz Akhannouch de conflito de interesse em relação ao contrato da dessalinização de Casablanca, exigindo esclarecimentos e investigação parlamentar sobre a sua ligação com a empresa contratada para o projeto.[65][66]

Perspectivas futuras

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Em relação às metas nacionais, a implementação integral da NDC atualizada requer investimentos na ordem de 78 bilhões de dólares até 2030, o que reforça a expectativa de ampliar aportes financeiros nacionais e internacionais.[39]:8[67][68]

No horizonte próximo estão planejados novos projetos de grande escala, em 2025 foi anunciado o primeiro parque eólico offshore de 1.000 MW em Essaouira, previsto para operar a partir de 2029.[69] Além disso, o governo planeja ampliar as soluções de dessalinização — estão previstos mais 12 empreendimentos do gênero para 2035, com um investimento estimado em 12 bilhões de dólares até 2027.[15]

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Ligações externas

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