WikiMini

Financiamento climático no Equador

Tartaruga-gigante-de-galápagos, espécie endêmica do arquipélago de Galápagos, no Equador. O arquipélago leva os títulos de Patrimônio Mundial e Reserva da biosfera.[1]

O financiamento climático no Equador corresponde aos recursos financeiros para ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas no país. O montante investido em projetos sustentáveis pode ser proveniente de fundos públicos, parcerias com o setor privado ou cooperação internacional.[2]:7-8

Como um país megadiverso e vulnerável à crise climática, o Equador já sofre os impactos de eventos climáticos como secas, deslizamentos de terrra e inundações. Para conter a degradação de seu patrimônio natural, o país busca cumprir as metas estabelecidas em sua Contribuição Nacionalmente Determinada, com enfoque nos setores energético e agrícola, áreas de extrema importância para o desenvolvimento econômico do país.[3][4]:vi

Até 2035, o Equador busca reduzir no mínimo 7% de suas emissões de gases de efeito estufa em relação ao ano de 2010.[2]:8 Já para 2050, a meta de redução é de 50% das emissões.[5]

Contexto climático e vulnerabilidades

[editar | editar código fonte]
Deslizamento de terra na cidade de Alausí, no Equador, em 2023.

O Equador é cruzado pela Cordilheira dos Andes, recebe a influência de correntes oceânicas frias e está situado na região da linha do equador, fatores que tornam o território um local propício para o desenvolvimento de 14 ecossistemas e 45 formações vegetais distintas.[6]:216 Consequentemente, o país é considerado um dos mais biodiversos do mundo e está em três dos hotspots de biodiversidade.[7][8]

Com uma grande diversidade geográfica, o país também é suscetível a diferentes desastres naturais como inundações por chuvas intensas ou aumento do nível do mar; secas agravadas pelo fenômeno La Niña e deslizamentos de terra.[9][3] Ações humanas como desmatamento, mineração ilegal e incêndios também ameaçam a biodiversidade e o equilíbrio da natureza local.[10][11]

Extração de petróleo em Ancón. O petróleo é uma das bases da economia do Equador.[12]

O desmatamento para cultivo de dendê é um dos fatores responsáveis pela perda de cobertura florestal na Amazônia equatoriana, assim como a mineração ilegal e a exploração de indústrias petrolíferas. Cerca de 379 mil hectares de floresta foram devastados entre 1984 e 2020.[10][13]

A vulnerabilidade do Equador à crise climática coloca em risco o crescimento econômico do país, dependente do setor agrícola para 10% do PIB e 32% dos empregos, segundo informe de 2024 do Banco Mundial.[4]:vi A indústria petrolífera, outro pilar econômico, representa uma quantia considerável das exportações do país, US$ 13,1 bilhões em 2023.[14]

Em 2023 e 2024, o país enfrentou uma crise elétrica consequência da seca, já que mais de 70% da sua produção bruta de energia é oriunda de hidrelétricas. A seca do período foi considerada a pior em 61 anos e medidas como racionamento de energia e apagões nacionais foram adotadas para mitigar os impactos da seca nos reservatórios de usinas hidrelétricas.[15][16]

Marcos legais

[editar | editar código fonte]

A Constituição do Equador não faz menção direta ao levantamento de recursos financeiros para mitigação e adaptação das mudanças climáticas, entretanto, esclarece em seu artigo 413 que "o Estado promoverá a eficiência energética, o desenvolvimento e o uso de práticas e tecnologias ambientalmente limpas e saudáveis" e no artigo 414 "o Estado adotará medidas apropriadas e transversais para a mitigação da mudança climática".[17]

Um dos principais instrumentos legais do Equador para a conservação do meio ambiente e financiamento para tal é o Código Orgánico del Ambiente (lit. "Código Orgânico do Ambiente"). Por meio deste, são assegurados os direitos a um meio ambiente saudável e a proteção da natureza.[18] Mediante regulamento publicado em 2019, o Código Orgânico do Ambiente menciona o financiamento climático e o define como "o conjunto de recursos financeiros e assistência técnica de qualquer fonte para o gerenciamento da mudança climática".[19]

Outros dois instrumentos fundamentais para a gestão desses recursos no Equador são o Código Orgánico de Planificación y Finanzas Públicas (lit. "Código Orgânico de Planejamento e Finanças Públicas") e o Código Orgánico Monetario y Financiero (lit. "Código Orgânico Monetário e Financeiro"). Em conjunto com o Sistema Nacional de Planejamento, estes gerem os recursos financeiros nacionais e o acesso aos mesmos para fins de preservação ou restauração do meio ambiente.[20]:19-20

Para cumprir seus compromissos com a comunidade internacional, o Estado do Equador divulgou a sua Estratégia Nacional de Financiamento Climático em fevereiro de 2021. O documento estabelece as medidas adotadas pelo país para cumprir as metas previstas no Acordo de Paris.[21][20]:12

Financiamento em escala nacional

[editar | editar código fonte]

A regulamentação de fundos públicos de financiamento climático no Equador é feita através do Código Orgánico del Ambiente (COA). Neste, o Ministério do Meio Ambiente e Água é definido como a autoridade ambiental nacional.[18] O regulamento do COA detalha sobre fundos públicos nacionais para mitigação e adaptação de mudanças climáticas como o Fondo Nacional para la Gestión Ambiental,[19] o Fondo de Inversión Ambiental Sostenible[22] e o Fondo Ambiental de Quito.[23]

Segundo o governo do Equador, além do Ministério do Meio Ambiente, os principais agentes nacionais no financiamento climático são:[20]:27

  • Comitê Interinstitucional sobre Mudanças Climáticas;
  • Ministério de Economia e Finanças;
  • Secretaria Nacional de Planejamento;
  • Ministério de Relações Internacionais e Mobilidade Humana, especificamente com sua equipe de finanças sustentáveis.[24]
Obras da usina hidrelétrica Coca Codo Sinclair em 2016. A usina, localizada em região amazônica, é a maior do país e alvo de muitas críticas acerca de sua capacidade, problemas estruturais e impactos ambientais.[25]

Com base no COA, os governos subnacionais também devem implantar medidas que viabilizam o cumprimento das metas estabelecidas pelo país em sua NDC, adaptando-as à realidade de sua região.[18][26]

A estimativa de gastos públicos no período de 2015 a 2019 para projetos relacionados aos componentes de mitigação e adaptação apresentados na CND é de US$ 2,9 bilhões, segundo informe do governo do Equador publicado em 2022.[27]:8-9 Já os investimentos do setor privado para a mitigação e adaptação das mudanças climáticas somaram US$ 527,46 milhões em 2019, com destaque para os investimentos no setor de energia no mesmo ano, que chegaram a US$ 301 milhões.[27]:14, 16

Desde 2023, o Equador conta com uma iniciativa de títulos verdes (Green bonds) que busca incentivar o setor privado com financiamento pelo Ministério da Economia e Finanças para projetos de iniciativa sustentável.[28][29]

Cooperação internacional e financiamento externo

[editar | editar código fonte]

Para cumprir as metas condicionais estabelecidas em sua Contribuição Nacionalmente Determinada (CND), o Equador conta com apoio internacional por meio de fontes multilaterais ou bilaterais.[2]:8 Três bancos multilaterais de desenvolvimento atuam no Equador em questões climáticas: o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e o Banco de Desenvolvimento da América Latina.[30][31][32]

Entre 2015 e 2020, o Equador recebeu cerca de US$ 3,3 bilhões de dólares em recursos internacionais para mitigação e adaptação das mudanças climáticas. Sendo que, o principal setor beneficiado foi o de energia com US$ 1,7 bilhões do valor total.[20]:60

A tabela a seguir reúne importantes fontes internacionais de financiamento para os impactos da crise climática no Equador:

Principais fontes de financiamento internacional[20]:56-57
Fonte Tipo
Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) Cooperação bilateral
Banco de Desenvolvimento Alemão (KfW) Cooperação bilateral
Centro e Rede de Tecnologia Climática (CTCN) Fundo multilateral
Cooperação Técnica da Alemanha (GIZ) Cooperação bilateral
Fundo de Adaptação (AF) Fundo multilateral
Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) Fundo multilateral
Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) Fundo multilateral
Fundo Verde para o Clima (GCF) Fundo multilateral
Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) Cooperação multilateral
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) Cooperação multilateral

Principais setores beneficiados e resultados

[editar | editar código fonte]

O primeiro critério de direcionamento dos recursos para mudanças climáticas no país está ligado ao alinhamento "com o planejamento do desenvolvimento nacional e com os instrumentos de gestão de mudanças climáticas", conforme estabelecido no regulamento do COA.[19]



Distribuição das medidas de mitigação[2]:55-56

  Energia - 3 metas (15.8%)
  Processos industriais - 3 metas (15.8%)
  Agricultura - 2 metas (10.5%)
  USCUSS - 8 metas (42.8%)
  Resíduos - 3 metas (15.8%)

Deste modo, o Estado do Equador definiu os seguintes setores prioritários para a mitigação das mudanças climáticas em sua CND para o período 2026-2035:[2]:55-56

  • Energia - três metas com enfoque em desenvolvimento de energia renovável, fortalecimento da eficiência energética e mobilidade sustentável;
  • Processos Industriais - três metas visando diminuir as emissões de gases do efeito estufa, com destaque para o setor cimenteiro;
  • Agricultura - duas metas para sistemas pecuários e agro produtivos sustentáveis e redução de emissão de gases de efeito estufa;
  • Uso do Solo, Mudança no Uso do Solo e Silvicultura (USCUSS) - oito metas, que buscam fortalecer e aumentar ações para conservação de áreas protegidas, florestas e áreas atingidas por incêndios;
  • Resíduos - três metas voltadas para a captura de metano em aterros sanitários, separação e uso de resíduos orgânicos e diminuição de emissões com tratamento de água.



Distribuição das medidas de adaptação[2]:85-87

  Patrimônio Natural - 7 metas (17.9%)
  Patrimônio hídrico - 5 metas (12.8%)
  Saúde - 1 meta (2.6%)
  Assentamentos humanos - 3 metas (7.7%)
  Setores produtivos e estratégicos - 16 metas (41%)
  Soberania alimentar, agricultura, pecuária, aquicultura e pesca - 9 metas (17.9%)

Já para adaptação às mudanças climáticas, a CND do país estabelece seis setores prioritários:[2]:85-87

  • Patrimônio Natural - sete metas diversas, com enfoque no aumento do número de áreas de conservação, manejo de plantas nativas, conservação da biodiversidade e patrimônio natural;
  • Patrimônio hídrico - cinco metas para incentivo de infraestrutura verde, gestão eficiente de recursos hídricos e sustentabilidade hídrica;
  • Saúde - uma meta dividida em cinco pontos que buscam melhoria do saneamento e sistemas de alerta para vulnerabilidades climáticas;
  • Assentamentos Humanos - três metas que visam a implementação de infraestrutura para controle e prevenção de inundações ou deslizamentos;
  • Setores produtivos e estratégicos - 16 metas direcionadas a hidrocarbonetos, mineração, eletricidade e transportes;
  • Soberania alimentar, agricultura, pecuária, aquicultura e pesca - sete metas que envolvem o uso adequado de fertilizantes, a vigilância e prognóstico de pragas no setor agropecuário (incluindo a implantação de um Manejo Integrado de Pragas e Doenças) e o resgate de práticas ancestrais de manejo agrícola.

Em um esforço para a conservação de ecossistemas de água doce, a República do Equador estabeleceu a Área de Proteção Hídrica (APH) Aguarico-Chingual-Cofanes em 2022.[33] A área é a maior reserva hídrica do país, que possui 20 áreas de proteção para 175.000 hectares de patrimônio hídrico.[34]

Controvérsias

[editar | editar código fonte]

Em fevereiro de 2025, a Telesur alegou que as medidas adotadas pelo governo do Equador para conter a crise climática são tardias, em meio a inundações causadas por chuvas intensas no país.[35]

Durante a COP 25, ambientalistas e povos nativos protestaram contra a exploração petrolífera na região Amazônica do Equador. A exploração em partes de Ishpingo-Tambococha-Tiputini (nos limites do Parque nacional de Yasuní) já era permitida, entretanto, um projeto que visava expandir a área para a exploração de petróleo estava em pauta no país em 2019, o que causou ainda mais revolta por parte de ambientalistas.[36] A exploração de petróleo no parque foi suspendida em agosto de 2023.[37]

Perspectivas futuras

[editar | editar código fonte]

Até 2035, o Equador espera ter reduzido 7% de suas emissões de gases de efeito estufa em relação ao ano de 2010. O país também estabelece em sua CND uma meta condicional de 8% de redução, caso conte com o apoio internacional.[2]:8

A redução de 50% das emissões de gases de efeito estufa (tendo como referência dados de 2018) é uma das metas estabelecidas para 2050, presentes no Plano Nacional de Mitigação das Mudanças Climáticas do Equador 2024 - 2070, segundo Sade Fritschi, ministra do meio ambiente em 2024.[5]

Referências

  1. «Galápagos: onde os habitantes comandam». The UNESCO Courier. 24 de julho de 2018. Consultado em 17 de maio de 2025 
  2. a b c d e f g h «Segunda Contribución Determinada a Nivel Nacional de la República del Ecuador 2026-2035» (PDF) (em espanhol). Quito: República del Ecuador. Fevereiro de 2025. Consultado em 15 de maio de 2025 
  3. a b Quiroz, Gabriela (13 de novembro de 2024). «¿Cómo inciden los eventos climáticos en la sequía de Ecuador y las lluvias en Colombia y Perú?». El Comercio (em espanhol). Consultado em 17 de maio de 2025 
  4. a b «Ecuador Country Climate and Development Report». Banco Mundial (em inglês). 6 de setembro de 2024. doi:10.1596/42126. Consultado em 17 de maio de 2025 
  5. a b « La ministra Sade Fritschi presentó el Plan Nacional de Mitigación del Cambio Climático de Ecuador 2024 - 2070». Ministerio del Ambiente, Agua y Transición Ecológica (em espanhol). Consultado em 18 de maio de 2025 
  6. «El Medio Ambiente» (PDF). Geoportal (em espanhol). Instituto Geográfico Militar. 2010. Consultado em 16 de maio de 2025 
  7. «The World's 17 Megadiverse Countries». WorldAtlas (em inglês). 5 de fevereiro de 2021. Consultado em 16 de maio de 2025 
  8. «¿Por qué Ecuador es uno de los países más biodiversos del planeta?». Youtopia (em espanhol). 15 de maio de 2022. Consultado em 16 de maio de 2025 
  9. Miranda, Juan Jose. «Cambio climático en Ecuador: Retos y oportunidades para un desarrollo bajo en carbono». Blogs del Banco Mundial (em espanhol). Consultado em 17 de maio de 2025 
  10. a b Costa, Camilla. «Amazônia: O que ameaça a floresta em cada um de seus 9 países?». BBC News Brasil. Consultado em 17 de maio de 2025 
  11. Delgado, David (18 de novembro de 2024). «▷ Ecuador: Declara estado de Emergencia ambiental por incendios y escasez de agua #18Nov». El Impulso (em espanhol). Consultado em 17 de maio de 2025 
  12. Reyna, Julio César; Herranz-Loncán, Alfonso; Castillo, Atenea (30 de abril de 2025). «A new estimate of Ecuador's GDP, 1900–50». Revista de Historia Economica - Journal of Iberian and Latin American Economic History (em inglês). ISSN 0212-6109. doi:10.1017/S0212610925000047. Consultado em 17 de maio de 2025 
  13. «Voces del Ecuador: deforestación en la Amazonía ecuatoriana» (em espanhol). 7 de março de 2025. Consultado em 17 de maio de 2025 
  14. «The Observatory of Economic Complexity». The Observatory of Economic Complexity (em inglês). Consultado em 17 de maio de 2025 
  15. Cañizares, Ana María. «Crise elétrica piora no Equador e governo planeja dias de apagões no país». CNN Brasil. Consultado em 17 de maio de 2025 
  16. Poveda, Yormy Eliana Melo. «As hidrelétricas e a incerteza climática: a conjuntura atual do setor elétrico do Equador e da Colômbia – Ensaio Energético». Consultado em 17 de maio de 2025 
  17. Artigo 413, 414 da Constituição do Equador Constituição de Equador ; em espanhol
  18. a b c Equador, Lei nº 0, de 12 de abril de 2017, 1, 20, 252. Código Orgánico del Ambiente.
  19. a b c Equador, Decreto executivo nº 752, de 12 de junho de 2019, art. 701, 704, 33. Reglamento al Código Orgánico del Ambiente (COA).
  20. a b c d e «Estrategia Nacional de Financiamiento Climático del Ecuador» (PDF) (em espanhol). Ministerio del Ambiente y Agua del Ecuador; Ministerio de Economía y Finanzas. 2021. Consultado em 14 de maio de 2025 
  21. «Estrategia Nacional de Financiamiento Climático – Ministerio de Economía y Finanzas». Ministerio de Economía y Finanzas (em espanhol). Consultado em 14 de maio de 2025 
  22. «Ecuador presentó el Fondo de Inversión Ambiental Sostenible – Ministerio del Ambiente, Agua y Transición Ecológica». Ministerio del Ambiente, Agua y Transición Ecológica (em espanhol). 16 de julho de 2018. Consultado em 16 de maio de 2025 
  23. «La Institución». Fondo Ambiental de Quito (em espanhol). Consultado em 16 de maio de 2025 
  24. «El Gobierno Nacional presenta la Mesa de Finanzas Sostenibles de Ecuador». Secretaría Nacional de Planificación (em espanhol). 17 de outubro de 2024. Consultado em 17 de maio de 2025 
  25. Naranjo-Silva, Sebastian; Romero-Bermeo, Juliana (1 de janeiro de 2025). «Coca Codo Sinclair Hydropower Plant: A time bomb in the energy sector for Ecuador or a successful project?». Enfoque UTE (em inglês) (1): 26–37. ISSN 1390-6542. doi:10.29019/enfoqueute.1087. Consultado em 17 de maio de 2025 
  26. Paz, Mayra; Zambrano, Paulina (2021). «Guía para la inclusión de las NDC Ecuador a nivel subnacional en la planificación territorial» (PDF) (em espanhol). Proyecto LEDS-GP. p. 9. Consultado em 17 de maio de 2025 
  27. a b «Resultados de la aplicación de metodologías de finanzas climáticas en Ecuador Período 2015-2019» (PDF) (em espanhol). Ministerio del Ambiente, Agua y Transición Ecológica. 2022. Consultado em 17 de maio de 2025 
  28. «Marco de Bonos Verdes Soberanos del Gobierno del Ecuador» (PDF) (em espanhol). Ministerio de Economía y Finanzas. p. 25. Consultado em 17 de maio de 2025 
  29. «SMS Latinoamérica emitió la verificación externa del primer Marco de Bonos Verdes Soberanos de Ecuador». Corresponsables (em espanhol). 14 de agosto de 2023. Consultado em 17 de maio de 2025 
  30. Vivar, Esteban. «US$ 110 millones del Banco Mundial llegarán para proyectos sociales y ambientales». Forbes Ecuador (em espanhol). Consultado em 17 de maio de 2025 
  31. Torrado, Santiago (28 de outubro de 2024). «Los pueblos indígenas reivindican la financiación directa para cuidar la naturaleza en la COP16 de biodiversidad». El País América Colombia (em espanhol). Consultado em 17 de maio de 2025 
  32. «Ecuador capta fondos internacionales para adaptación al cambio climático». Ministerio del Ambiente, Agua y Transición Ecológica (em espanhol). Consultado em 18 de maio de 2025 
  33. «Aguarico-Chingual-Cofanes fue creada hace 1 año». El Oriente Ecuador (em inglês). Consultado em 17 de maio de 2025 
  34. «Ecuador crea su mayor área de protección hídrica en la región amazónica». Primicias. 28 de janeiro de 2023. Consultado em 17 de maio de 2025 
  35. «Crisis climática en Ecuador: el Gobierno responde tarde a desastres agrícolas y humanos - teleSUR» (em espanhol). 27 de fevereiro de 2025. Consultado em 17 de maio de 2025 
  36. «Os controversos planos de Equador e Peru para extrair petróleo da Amazônia, criticados em cúpula do clima». BBC News Brasil. Consultado em 18 de maio de 2025 
  37. «Equador aprova fim da exploração de petróleo em parte da Amazônia». VEJA. 21 de agosto de 2023. Consultado em 18 de maio de 2025