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Nicolás Franco

Nicolás Franco
Nicolás Franco
Nascimento 1 de julho de 1891
Ferrol
Morte 15 de abril de 1977
Madrid
Cidadania Espanha
Progenitores
  • Nicolás Franco Salgado-Araújo
  • Pilar Bahamonde y Pardo de Andrade
Filho(a)(s) Nicolás Franco
Irmão(ã)(s) Pilar Franco Bahamonde, Ramón Franco Bahamonde, Francisco Franco, Eugenio Franco Puey, María de la Paz Franco Bahamonde
Ocupação oficial, político, diplomata, militar, engenheiro
Distinções
  • Grã-Cruz da Ordem de Isabel, a Católica (1946)
  • Grã-Cruz da Ordem de Carlos III (1958)
  • Grã-Cruz da Ordem Civil de Afonso X, o Sábio (1949)
  • Grand Cross of Naval Merit with white badge (1939)
Religião catolicismo

Nicolás Franco Bahamonde (Ferrol, 1 de julho de 1891 - Madrid, 15 de abril de 1977) foi um militar e político galego, participante no golpe militar de 1936 contra a II República que deu origem à Guerra Civil Espanhola. Era o irmão mais velho de Ramón, Pilar, María de la Paz e Francisco Franco Bahamonde, que assumiu a liderança do estado espanhol após o conflito.

O seu pai, Nicolás Franco Salgado-Araújo, foi general intendente da Armada Espanhola, e a sua mãe, María del Pilar Bahamonde y Pardo de Andrade, provinha de uma família com grande tradição na Marinha.[1]

Continuou a tradição de Marinha da família ingressando na Escola Naval Militar de Marín, em Pontevedra, tendo terminado com o grau de oficial da Armada Espanhola, e na Escola de Engenheiros Navais, onde foi contemporâneo de Juan Antonio Suances, graduando-se como engenheiro naval.[2]

Começou a sua carreira política durante a Segunda República, chegando a ser secretário geral do Partido Agrário ao qual presidia José Martínez de Velasco. De 1932 a 1934 ocupou o cargo de diretor da Escola Superior de Engenheiros Navais, e em 1935 foi nomeado diretor-geral da Marinha Mercante Espanhola, às ordens do ministro da Marinha Pedro Rahola, durante o mandato de Joaquín Chapaprieta.[3]

Sendo o seu irmão Francisco um dos principais instigadores do golpe de estado de 18 de julho de 1936, cedo se converteu nun dos seus mais importantes colaboradores, e teve grande influência na decisão da sua nomeação como futuro chefe de Estado. A sua atividade durante a guerra desenvolveu-se como embaixador em Itália em 1937 e a partir do ano seguinte em Portugal, de onde garantiu como embaixador o apoio do governo de António de Oliveira Salazar ao bando sublevado, bem como de fornecimento de materiais e colaboração para a detenção de republicanos que passassem a fronteira luso-espanhola.

Depois da guerra

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Em 1940 foi nomeado Cavaleiro da Ordem Militar e Hospitalária de São Lázaro de Jerusalém no grau de Grã-Cruz. Foi promovido em 1942 a general do Corpo de Engenheiros Navais da Armada, e manteve-se como embaixador de Espanha em Portugal até 1957. No seu regresso a Espanha desenvolveu intensa atividade financeira. Foi fundador e presidente de sociedades de fabrico automóvel, e presidente honorário da Alcan Aluminio Ibérico e conselheiro da Companhia Trasmediterrânica de Navegação. O seu irmão Francisco, já como chefe de Estado, designou-o procurador nas Cortes, cargo que desempenhou durante as legislaturas VI, VII, VIII, IX e X, até falecer em 1977.

Imputado por crimes contra a humanidade

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Foi um dos trinta e cinco altos cargos do franquismo imputado pela Audiência Nacional no sumário instruído por Baltasar Garzón, por delitos de detenção ilegal e crimes contra a humanidade cometidos durante a guerra civil espanhola e nos primeiros anos do regime, e que não foram processados ao comprovar-se o seu falecimento.[4]

Referências

  1. Biografia de Francisco Franco.
  2. «Guerra Civil 1936: Biografías.». Consultado em 24 de janeiro de 2014. Arquivado do original em 2 de fevereiro de 2014 
  3. Historia de la Iglesia en España 1931-1939, Tomo II. Gonzalo Redondo. Ediciones Rialp. Páx. 133.
  4. «Texto del auto de 16 de outubro de 2008». Consultado em 24 de janeiro de 2014 [ligação inativa]  Parâmetro desconhecido |url-arquivo= ignorado (ajuda)