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Macaco-de-gibraltar

Macaco-de-gibraltar
CITES Appendix I (CITES)[2]
Classificação científica edit
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Primates
Subordem: Haplorhini
Infraordem: Simiiformes
Família: Cercopithecidae
Gênero: Macaca
Espécies:
M. sylvanus[1]
Nome binomial
Macaca sylvanus[1]
Vermelho (nativo, população atualmente extinta), rosa (introduzido)
Sinónimos[4]

O macaco-de-gibraltar[5] (nome científico: Macaca sylvanus), também conhecido como macaco-berbere, é um macaco do Velho Mundo que se encontra actualmente em algumas zonas reduzidas dos Montes Atlas no norte de África e no Rochedo de Gibraltar, em Gibraltar. É o único primata, além do homem, que pode encontrar-se actualmente em liberdade na Europa, e o único membro do género Macaca que vive fora da Ásia.

Macaca sylvanus no zoológico de Berlim.

um pequeno quadrúpede, nunca superior a 75 centímetros de comprimento e 13 quilogramas de peso. O corpo está coberto de pêlo pardo-amarelado, ligeiramente acinzentado em alguns indivíduos. O rosto, pés e mãos são de cor rosada, e a cauda é apenas um vestígio pouco visível à distância. Os machos são maiores que as fêmeas.

São animais diurnos e omnívoros, que vivem em bosques mistos até mais de 2100 metros de altitude, em grupos de entre 10 e 30 indivíduos de estrutura matriarcal dirigidos por uma fêmea. Após quatro ou cinco meses de gestação, as fêmeas dão à luz uma cria (duas em casos raros) cuidada tanto pelo pai como pela mãe. São adultos aos 3 a 4 anos e vivem até 20.

Movem-se constantemente em busca de frutas, folhas, raízes ou insectos.

Conservação

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Como parte do património de Gibraltar, a alimentação e sobrevivência dos macacos tem sido responsabilidade da Royal Navy até ter sido cedida ao governo gibraltino em 1991. A tradição popular diz que enquanto os macacos persistirem em Gibraltar, este continuará sob domínio britânico, pelo que se chegou ao ponto de, durante a Segunda Guerra Mundial, quando se temia uma possível invasão Hispano-Germânica, o próprio primeiro-ministro britânico Winston Churchill ordenar trazer várias dezenas de exemplares do norte de África para assegurar a sobrevivência da sua exígua população.

Referências

  1. Groves, C.P. (2005). Wilson, D. E.; Reeder, D. M, eds. Mammal Species of the World 3.ª ed. Baltimore: Johns Hopkins University Press. p. 164. ISBN 978-0-8018-8221-0. OCLC 62265494 
  2. a b Wallis, J.; Benrabah, M.E.; Pilot, M.; Majolo, B.; Waters, S. (2020). «Macaca sylvanus». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2020: e.T12561A50043570. doi:10.2305/IUCN.UK.2020-2.RLTS.T12561A50043570.enAcessível livremente. Consultado em 17 de janeiro de 2022 
  3. Linnaeus, C. (1758). «Simia sylvanus». Systema naturæ per regna tria naturæ, secundum classes, ordines, genera, species, cum characteribus, differentiis, synonymis, locis. I Decima, reformata ed. Holmiæ: Laurentii Salvii. p. 25 
  4. «Macaca sylvanus» (em inglês). ITIS (www.itis.gov). Consultado em 22 September 2021  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  5. «macaco-de-gibraltar | Infopédia» 

Ligações externas

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