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O romance naturalista procurava demonstrar a validade de uma teoria científica acerca do comportamento humano, como se a ficção e suas personagens fossem um laboratório de experiências científicas. Os escritores naturalistas utilizavam conhecimentos da biologia, da psicologia e da sociologia para explicar casos patológicos individuais. O naturalismo acrescenta às características do realismo extrema preocupação científica, materialismo, o resultado do meio ambiente físico e social e da hereditariedade. A temática do Naturalismo dá preferência aos aspectos mais cruentos e sórdidos da vida humana — como o crime, as taras e a miséria — para retratar o anormal e o patológico. Por conta de seu determinismo, o Naturalismo era muitas vezes estreito e reducionista para lidar com a complexidade dos comportamentos humanos, visto que o determinismo presente nas obras literárias naturalistas pregava a supremacia do meio sobre os indivíduos. O ambiente, então, passava a ser decisivo para o caráter.
Foi o Naturalismo que, pela primeira vez, pôs em primeiro plano o pobre, o excluído, o homossexual, o negro e os mulatos discriminados, o indivíduo vitimado por doenças físicas e mentais, além de retomar antigos temas, como o celibato, sob a ótica científica da época.
No Brasil, o primeiro romance naturalista publicado foi O Mulato (1881), de Aluísio Azevedo. O naturalismo seria altamente produtivo no Brasil ao longo das décadas seguintes, com a publicação de obras diversas retratando a realidade brasileira[1].
Leitura adicional
[editar | editar código fonte]- COUTINHO, Afrânio; SOUSA, J. Galante de. Enciclopédia de literatura brasileira. São Paulo: Global.
- ↑ Maia, Mateus de Novaes; Santos, Claudete Daflon dos (29 de dezembro de 2023). «Bocas tortas: naturalismo sertanejo e literatura das secas no Brasil». Terra Roxa e Outras Terras: Revista de Estudos Literários (2): 90–102. ISSN 1678-2054. doi:10.5433/1678-2054.2023vol43n2p90. Consultado em 26 de agosto de 2025