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Lince

 Nota: Para outros significados, veja Lince (desambiguação).

Lynx[1]
Do canto superior esquerdo, no sentido horário: Lynx lynx, Lynx pardinus, Lynx rufus, Lynx canadensis
Classificação científica e
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Subordem: Feliformia
Família: Felidae
Subfamília: Felinae
Gênero: Lynx
Kerr, 1792
Espécie-tipo
Felis lynx[3]
Linnaeus, 1758
Espécies

O lince (Lynx spp.), também conhecido como lobo-gato,[4] é um mamífero da ordem Carnivora, família Felidae.[5] O nome "lince" originou-se da palavra grega λύγξ, via latim lynx derivada da raiz protoindo-europeia leuk- ("luz", "brilhância"), em referência à luminescência de seus olhos refletores.[6]

O género tem distribuição geográfica vasta mas presente apenas no Hemisfério Norte.[7][8] Os linces são por vezes classificados dentro do género Felis, apesar de possuírem seu próprio género, Lynx. Em Portugal e na Espanha, está representado pela subespécie (Lynx lynx pardallus), designada como lince mediterrânico ou ibérico.[9][10]

Os linces são felinos de dimensões um pouco maiores que o gato doméstico, podendo pesar até 30 kg, encontrando-se em geral entre os 12 kg e 20 kg, e têm um comprimento que oscila geralmente entre os 80 e 110 centímetros.[11][12][13] São felinos de porte médio, costumando ser menores do que as panteras (leões, tigres, leopardos e jaguares) e pumas mas maiores do que os demais gatos selvagens que vivem em seu habitat. Têm cauda curta e orelhas bicudas, com um tufo de pelos na ponta. A pelagem é de cor cinzento-amarelada ou pardo-avermelhada, dependendo da espécie.[14] Os linces também possuem bigodes ultrassensíveis (vibrissas), pelagem espessa e patas largas como adaptações à vida sobre a neve no inverno.[15]

Os habitats preferenciais dos linces são florestas e zonas de vegetação densa em geral, onde abundem roedores, lagomorfos e cervos, as suas presas preferenciais.[8][16] Durante o inverno, sua presa principal é a lebre, apesar da dificuldade para a caça, devido à pelagem branca desta. A sua época de acasalamento encontra-se entre fevereiro e março, tendo uma gestação de 12 semanas, resultando no nascimento de um a cinco filhotes.[17] Os recém-nascidos são cegos e surdos, com uma camada de pelos fina. Permanecem com a mãe durante cerca de um ano.[18]

Espécies de lince

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Referências

  1. Wozencraft, W.C. (2005). Wilson, D.E.; Reeder, D.M. (eds.), ed. Mammal Species of the World 3 ed. Baltimore: Johns Hopkins University Press. pp. 541–542. ISBN 978-0-8018-8221-0. OCLC 62265494 
  2. Geraads, Denis Date=1980 (1980). «Un nouveau felide (Fissipeda, mammalia) du pleistocene moyen du Maroc: Lynx thomasi N. sp.». Geobios. 13 (3): 441–444. Bibcode:1980Geobi..13..441G. doi:10.1016/S0016-6995(80)80079-9 
  3. Wozencraft, W.C. (2005). Wilson, D.E.; Reeder, D.M. (eds.), ed. Mammal Species of the World 3 ed. Baltimore: Johns Hopkins University Press. pp. 532–628. ISBN 978-0-8018-8221-0. OCLC 62265494 
  4. «lobo-gato | Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa». Dicionários infopédia da Porto Editora. Consultado em 25 de julho de 2025 
  5. «Definition of lynx from Oxford Dictionary». Dicionário Oxford. Consultado em 27 de setembro de 2018. Arquivado do original em 12 de abril de 2016 
  6. «Lynx». Constellations of Words. 2008. Consultado em 27 de setembro de 2018 
  7. «Canada lynx, American lynx». Science & Nature: Animals – Wildfacts. BBC. 25 de julho de 2008 
  8. a b Sunquist, Melvin E.; Sunquist, Fiona (2002). Wild cats of the world. Internet Archive. [S.l.]: Chicago : University of Chicago Press 
  9. Ward, Dan (12 de dezembro de 2008). «LynxBrief» (PDF). IberiaNature 
  10. «Iberian lynx (Lynx pardinus)». Cat Specialist Group Species Accounts. IUCN – The World Conservation Union. 1996. Cópia arquivada em 24 de julho de 2011 
  11. Sparano, Vin T. (1998). Complete outdoors encyclopedia : revised & expanded. Internet Archive. [S.l.]: New York : St. Martin's Press 
  12. politis (4 de abril de 2016). «Animal Facts: Canada Lynx». Canadian Geographic (em inglês). Consultado em 16 de outubro de 2021 
  13. Fedriani, J. M.; Fuller, T. K.; Sauvajot, R. M.; York, E. C. (2000). «Lynx». Oecologia. Competition and intraguild predation among three sympatric carnivores: 125:258–270 
  14. Whitaker, John O. (1998). Mammals of the eastern United States. Cornell University Press. [S.l.]: Ithaca, N.Y. : Comstock Publishing Associates. ISBN 0-8014-3475-0 
  15. Cahalane, Victor H. «Cahalane, Victor H (March 1, 2005)». Kessinger Publishing. Meeting the Mammals: 64. ISBN 1-4179-9522-X 
  16. «Lynx 'should be reintroduced to Britain to cull deer». Telegraph.co.uk. 13 de fevereiro de 2009. Cópia arquivada em 16 de fevereiro de 2009 
  17. admin, Publicado por. «Reprodução do Lince Ibérico – Geração Bio». Consultado em 16 de outubro de 2021 
  18. «Reprodução do Lince, Filhotes e Tempo de Gestação | Mundo Ecologia». 5 de junho de 2019. Consultado em 16 de outubro de 2021 
  19. Gonçalves, Eduardo (21 de abril de 2002). «Captured cubs hold future of Europe's tiger». the Guardian (em inglês). Consultado em 16 de outubro de 2021 
  20. Werdelin, Lars (1981). «The evolution of lynxes» (PDF). Annales Zoologici Fennici 


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