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Jair em 2008 | ||
Informações pessoais | ||
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Nome completo | Jair da Costa | |
Data de nascimento | 9 de julho de 1940 | |
Local de nascimento | Santo André, São Paulo, Brasil | |
Nacionalidade | brasileiro | |
Data da morte | 26 de abril de 2025 (84 anos) | |
Local da morte | Osasco, São Paulo, Brasil | |
Altura | 1,73 m | |
Pé | destro | |
Informações profissionais | ||
Período em atividade | 1960–1976 (17 anos) | |
Posição | ponta-direita | |
Clubes profissionais | ||
Anos | Clubes | Jogos e gol(o)s |
1960–1962 1962–1967 1967–1968 1968–1972 1972–1974 1974–1976 |
Portuguesa Internazionale Roma Internazionale Santos Windsor Stars |
119 (39) 23 (2) 80 (14) 57 (10) 10 (3) |
Seleção nacional | ||
1962 | Brasil | [1] | 1 (0)
Jair da Costa (Santo André, 9 de julho de 1940 – Osasco, 26 de abril de 2025) foi um futebolista brasileiro que atuou como ponta-direita. Destacou-se por sua velocidade, habilidade nos dribles e capacidade de finalização, sendo considerado um dos maiores da sua posição na história da Internazionale.
Carreira em clubes
[editar | editar código fonte]Portuguesa
[editar | editar código fonte]Jair iniciou sua carreira profissional na Portuguesa em 1960. Durante sua passagem pelo clube, destacou-se por sua velocidade e habilidade, contribuindo para que a equipe alcançasse o vice-campeonato paulista daquele ano.
Internazionale
[editar | editar código fonte]Reserva do Brasil na Copa do Mundo de 1962, Jair atraiu olhares de Milão, primeiramente do Milan, que o avaliou como um jogador de físico frágil e resolveu não contratá-lo.[2] De forma diferente pensou a rival Internazionale, que o levou em 1962.[3] Jair e Inter não se arrependeriam: nos Nerazzurri, o brasileiro foi tetracampeão italiano e duas vezes campeão da Copa dos Campeões da UEFA (atual Liga dos Campeões) e da Copa Intercontinental. Os títulos europeus, mais valorizados no continente do que os mundiais, foram ganhos consecutivamente, em 1964 e 1965,[4] respectivamente sobre o Real Madrid de Francisco Gento, Ferenc Puskás, Alfredo Di Stéfano e José Santamaría, e sobre o Benfica de Eusébio, Mário Coluna e José Torres.[5] Na final de 1965, Jair terminou como herói ao marcar o único gol da decisão.[2][4] O brasileiro fez parte da Grande Inter da década de 1960, ao lado de nomes como Giacinto Facchetti, Sandro Mazzola, Luis Suárez, Armando Picchi e Tarcisio Burgnich, todos comandados por Helenio Herrera.
Roma e retorno à Internazionale
[editar | editar código fonte]Em 1967 transferiu-se para a Roma, onde atuou por apenas uma temporada. Retornou à Internazionale em 1968, permanecendo até 1972 e conquistando mais um título da Serie A na temporada 1970–71. Ao todo, disputou 260 partidas e marcou 69 gols pelo clube italiano.[2]
Últimos anos
[editar | editar código fonte]O ponta-direita voltou ao Brasil em 1972, para jogar no Santos, onde atuou ao lado de grandes nomes como Pelé e Carlos Alberto Torres. Conquistou o Campeonato Paulista de 1973 e encerrou sua carreira profissional em 1976, após uma passagem pelo modesto Windsor Stars, do Canadá.[6]
Pós aposentadoria
[editar | editar código fonte]Após se aposentar dos gramados, Jair estabeleceu-se em Osasco, onde investiu em diversos empreendimentos, incluindo uma quadra esportiva decorada com as cores da Internazionale, uma lanchonete, um açougue e uma loja de material esportivo. Também fundou uma escolinha de futebol para crianças, contribuindo para o desenvolvimento do esporte na região.[5]
Seleção Nacional
[editar | editar código fonte]Vivendo grande fase na Portuguesa, em 1962 foi convocado para a Seleção Brasileira. Faria, entretanto, apenas um jogo com a Amarelinha, e ainda assim incompleto: atuou no primeiro tempo de um amistoso em maio contra o País de Gales, em partida preparatória para a Copa do Mundo. Seu lugar no jogo foi depois cedido ao craque Garrincha. Jair foi convocado para a Copa, mas não foi utilizado no Mundial devido à excelente forma de Mané. No grupo campeão, passou a ser conhecido como Jair da Costa para não ser confundido com seu xará Jair Marinho.[1]
Morte
[editar | editar código fonte]Jair morreu no dia 26 de abril de 2025, aos 84 anos, em Osasco, São Paulo. A causa da morte não foi divulgada.[7] A Confederação Brasileira de Futebol e a Internazionale prestaram homenagens ao jogador, reconhecendo sua contribuição ao futebol nacional e internacional.
Títulos
[editar | editar código fonte]- Internazionale
- Serie A: 1962–63, 1964–65, 1965–66 e 1970–71
- Copa dos Campeões da UEFA: 1963–64 e 1964–65
- Copa Intercontinental: 1964 e 1965
- Santos
- Campeonato Paulista: 1973
- Seleção Brasileira
Referências
- ↑ a b «Todos os brasileiros 1962». Folha de S.Paulo. 9 de dezembro de 2015. Consultado em 8 de novembro de 2018
- ↑ a b c «Frágil? Menosprezado pelo Milan, Jair da Costa brilhou na Inter». Calciopédia. 11 de março de 2011. Consultado em 1 de abril de 2025
- ↑ Placar Magazine. [S.l.]: Editora Abril. 31 de agosto de 1979
- ↑ a b Placar Magazine. [S.l.]: Editora Abril. Junho de 1997
- ↑ a b «Ele achou que ia para o Palmeiras, virou um dos maiores ídolos da Inter de Milão e hoje é dono de quadra em São Paulo». ESPN Brasil. 11 de abril de 2023. Consultado em 1 de abril de 2025
- ↑ «Jair da Costa... Ex-ponta-direita da Lusa, Seleção, Inter de Milão e Santos». Terceiro Tempo. Consultado em 25 de maio de 2025
- ↑ «Morre ex-atacante Jair da Costa, campeão da Copa do Mundo de 62». UOL. 26 de abril de 2025
- ↑ «FIFA Tournaments - Players & Coaches - JAIR DA COSTA» (em inglês). FIFA. Consultado em 7 de dezembro de 2017
Ligações externas
[editar | editar código fonte]- Jair da Costa no National Football Teams