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Guna

No induismo, guna são três aspectos que caracterizam os comportamentos/qualidade, estado mental, ou fenómeno natural (sāttvika, rājasika, tāmasika);[1] um conceito filosófico e psicológico desenvolvido pela escola hindu samkhya.[2][3] E segundo esta filosofia: sāttvika é puro ou equilíbrio; rājasika é movimento, e; tāmasika é obscuro ou violência.

Ser, existência ou entidade, tem sido traduzido por equilíbrio, ordem e pureza. Este guna implica que uma pessoa com tendências sáttvicas tenha um estado mental positivo e coerente. Psicologicamente é afectuosa, calma, desperta, altruísta e lúcida. Tem grande amor pela meditação, filosofia e actividades espirituais.

Originalmente, atmosfera, ar, firmamento: Gera actividade. Este tipo de actividade é explicado pelo termo yogakshem. Yogakshem é composto por duas palavras: yoga e kshem. Yoga, neste contexto, significa adquirir algo que não se possui. Kshem significa perder algo que já se tem. Rajas é a força que cria desejos para adquirir coisas novas e temores de perder aquilo que já se tem. Estes desejos e medos conduzem à actividade. (Rajas não tem qualquer relação etimológica com a palavra raja.) As pessoas com tendências rajásicas são muito dinâmicas, egocêntricas, consumistas, ambiciosas, vaidosas, sempre preocupadas e inquietas, com fome de poder, riqueza e prestígio.

Originalmente, escuridão, obscuridade: Tem sido traduzido como inércia, negativo, letárgico, entorpecido ou lento. Geralmente, está associado à escuridão, à ilusão ou ignorância. Uma qualidade tamásica indica que uma pessoa tem um estado mental auto-destrutivo, caótico ou embotado. Essa pessoa dedica-se constantemente a atividades destrutivas, criminosas ou imorais, ou então é muito preguiçosa, pouco ambiciosa, passiva, ignorante e inconsciente, vivendo o dia-a-dia de modo banal, embrutecido e conformista.

Referências

  1. Carneiro, Danilo Maciel (10 de novembro de 2009). Ayurveda - Saúde e Longevidade na Tradição Milenar da Índia. [S.l.]: Editora Pensamento. Consultado em 7 de agosto de 2025 
  2. Gerald James Larson (2001). Classical Sāṃkhya: An Interpretation of Its History and Meaning. [S.l.]: Motilal Banarsidass. pp. 10–18, 49, 163. ISBN 978-81-208-0503-3 
  3. James G. Lochtefeld, Rajas, in The Illustrated Encyclopedia of Hinduism: A-M, Vol. 2, Rosen Publishing, ISBN 9780823931798, pages 546-547
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