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Georges Grün

Georges Grün
Informações pessoais
Nome completo Georges Serge Grün
Data de nascimento 25 de janeiro de 1962 (63 anos)
Local de nascimento Schaerbeek, Bélgica
Nacionalidade belga
Altura 1,84 m
Informações profissionais
Clube atual Aposentado
Posição Zagueiro
Clubes de juventude
1982–1983 Anderlecht
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
1982–1990
1990–1994
1994–1996
1996–1997
Anderlecht
Parma
Anderlecht
Reggiana
212 (27)
109 (9)
46 (4)
22 (0)
Seleção nacional
1984–1995 Bélgica 77 (6)

Georges Serge Grün (Schaerbeek, 25 de janeiro de 1962) é um ex-futebolista belga que atuava como zagueiro[1]. Também trabalhou como comentarista esportivo.

Carreira de jogador

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Formado na base do Anderlecht, Grün jogou 9 temporadas pelos Mauves entre 1982 e 1990, tendo conquistado 4 vezes o Campeonato Belga (3 deles seguidos, entre as temporadas 1984–85 e 1986–87), a Copa da UEFA de 1982–83, 2 Supercopas e 2 Copas nacionais em sua primeira passagem pela equipe.

Em 1990, foi contratado pelo Parma[2], sendo um dos primeiros reforços dos Crociati, então financiados pela Parmalat e que estreariam na Série A italiana, formando o trio estrangeiro do clube juntamente com o goleiro brasileiro Taffarel e o atacante sueco Tomas Brolin. Nas 4 temporadas em que atuou pelo Parma, o zagueiro (que também atuava como líbero ou lateral-direito[3]) venceu uma Copa da Itália, a Taça dos Clubes Vencedores de Taças de 1992–93 e a Supercopa Europeia de 1993[4][5]. Sua última temporada foi prejudicada por problemas físicos[6][7], deixando o Parma após o final de seu contrato, voltando ao Anderlecht em 1994[8]. A segunda passagem do jogador pelos Mauves durou até 1996, e Grün voltou ao futebol italiano para defender a Reggiana[9].

Em um elenco de poucos destaques (as exceções eram o goleiro Marco Ballotta, o também zagueiro Filippo Galli, os meias Max Tonetto, Fernando De Napoli e Ioan Sabău e os atacantes Adolfo Valencia e Igor Simutenkov), Grün não evitou a queda de La Regia para a Série B na condição de lanterna, 18 pontos atrás do Piacenza (primeiro time fora da zona de rebaixamento) e não recebeu nenhum pagamento entre fevereiro e maio de 1997, antes de encerrar a carreira aos 35 anos.

Seleção Belga

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Tendo estreado pela Seleção Belga contra a Iugoslávia na Eurocopa de 1984[10], marcou seu primeiro gol neste jogo, que terminou com vitória dos Diables Rouges por 2 a 0, sendo conhecido também por ter marcado o gol que classificou a seleção para a Copa de 1986, na repescagem contra os Países Baixos. Na competição disputada no México, ficou de fora apenas da estreia, contra a seleção anfitriã, e ajudou a Bélgica a terminar na quarta posição.

Grün ainda jogou a Copa de 1990 (enfrentando Uruguai e Inglesa), e mesmo com problemas físicos, o técnico Paul Van Himst convocou o jogador para a Copa de 1994, marcando um gol na derrota por 3 a 2 para a Alemanha, nas oitavas-de-final. O zagueiro disputaria seus 3 últimos jogos pela seleção em 1995, todos pelas eliminatórias da Eurocopa de 1996, encerrando a carreira internacional com 77 partidas e 6 gols marcados.

Pós-aposentadoria

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Após deixar os gramados, Grün optou em não seguir carreira de treinador (embora possua um diploma para exercer a função) e tornou-se comentarista da filial belga do Canal+ antes de migrar para a RTL-TVI, onde permaneceu até 2021, quando anunciou sua despedida após o jogo entre Chelsea e Real Madrid (válido pela Liga dos Campeões da UEFA de 2021–22) e foi homenageado por jogadores, treinadores e outros comentaristas. Foi também um dos ex-jogadores que assinaram uma petição para salvar o Parma da falência em 2015, mas a iniciativa não deu resultado e a equipe voltaria à Série A apenas em 2018.

Em 2023, mudou-se para a República Dominicana, onde trabalha como guia de pescadores[11].

Em fevereiro de 1993, o zagueiro perdeu sua filha Victoria, então com 3 meses de idade e que havia nascido de forma prematura, após uma parada cardíaca[12].

Anderlecht[13]

Parma

Referências

  1. «Georges Grün foi um dos primeiros reforços dos tempos de riqueza do Parma». Calciopédia. Consultado em 29 de maio de 2025 
  2. «IL BELGA GRUN E' DEL PARMA IL LECCE SU POPESCU». La Repubblica (em italiano). 25 de julho de 1990. Consultado em 9 de maio de 2020 
  3. Schianchi, Andrea (29 de dezembro de 2003). «Così prese Taffarel per vendere il latte» [And so he acquired Taffarel to sell milk]. La Gazzetta dello Sport (em italiano). Consultado em 8 de maio de 2020 
  4. Perrone, Roberto (1 de dezembro de 1993). «qui Parma, il potere non ci logora». Il Corriere della Sera (em italiano). p. 42. Consultado em 9 de maio de 2020 
  5. Mocciaro, Gaetano (18 de junho de 2018). «TMWGrun: "A Parma ho lasciato tanti amici. Ritorno in A meritato"» (em italiano). TuttoMercatoWeb. Consultado em 9 de maio de 2020 
  6. «IL PARMA PERDE GRUN, E' MENISCO». La Repubblica (em italiano). 2 de novembro de 1993. Consultado em 9 de maio de 2020 
  7. Sannucci, Corrado (13 de abril de 1994). «PARMA CERCA L' AFFETTO». La Repubblica (em italiano). Consultado em 9 de maio de 2020 
  8. «GRUN LASCIA PARMA PER L' ANDERLECHT». La Repubblica (em italiano). 27 de abril de 1994. Consultado em 9 de maio de 2020 
  9. «INTER - LAZIO CON WINTER E OKON PARMA A TRE PUNTE CON LA REGGIANA». La Repubblica (em italiano). 21 de setembro de 1996. Consultado em 9 de maio de 2020 
  10. «Belgium vs Yugoslavia». eu-football.info. Consultado em 9 de maio de 2020 
  11. «Un journaliste roumain tombe par hasard sur Georges Grün, reconverti guide de pêche en République dominicaine». 7sur7.be. 30 de março de 2023 
  12. «Morta la figlia del belga Grun». Corriere della Sera. 23 de fevereiro de 1993. p. 34. Consultado em 22 de abril de 2015. Arquivado do original em 22 de novembro de 2015 
  13. «RSC Anderlecht | History» 
  14. «Jules Pappaert Cup» 
  15. «Winnaars Brugse Metten»