WikiMini

Dispositivo intrauterino

Dispositivo intrauterino
Um DIU antes de ser colocado no útero.
Informação
Tipointrauterino
Primeiro uso1909-1929
Taxas de falha (primeiro ano)
Uso perfeito0,6%
Uso típico0,8%
Utilização
Duração do efeito5-12+ anos
ReversibilidadeImediata
NotasVerificar a posição do barbante após cada menstruação
Intervalo clínicoAnualmente
Vantagens e desvantagens
Proteção contra ISTNão
Desvantagens na menstruaçãoPodem ser mais abundantes e dolorosas (cobre); Podem ser interrompidas (hormonal).
BenefíciosNão-necessidade de realizar uma ação diária.
Contracepção de emergência se inserido em 5 dias
RiscosPequeno risco temporário de doença inflamatória pélvica nos primeiros 20 dias após a sua inserção

Um dispositivo intrauterino (DIU), também conhecido como dispositivo contraceptivo intrauterino (DCI), é um pequeno dispositivo contraceptivo, geralmente em formato de T, que é inserido no útero para prevenir a gravidez. O DIU é um método contraceptivo reversível e de longa duração.[1]

Os DIUs de cobre têm uma taxa de falha de cerca de 0,8% no primeiro ano. Já os DIUs hormonais com levonorgestrel têm uma taxa de falha de 0,2% no primeiro ano.[2] Comparativamente, a esterilização masculina e o preservativo masculino têm uma taxa de falha de 0,15% e 15%, respectivamente.[3]

Os DIUs são seguros e eficazes também durante a adolescência e em mulheres que nunca tiveram filhos.[4][5] Assim que um DIU é removido, mesmo após utilização prolongada, a fertilidade regressa rapidamente ao normal.[6]

Entre todos os métodos contraceptivos, os DIUs e os implantes contraceptivos são os que apresentam maior satisfação entre os utilizadores.[4] Os DIUs de cobre podem ainda ser usados como contracepção de emergência no prazo de cinco dias após uma relação sexual desprotegida.[7]

História do DIU

[editar | editar código fonte]

Antiguidade (400 a. C.)

[editar | editar código fonte]

Considera-se Hipócrates (século IV a. C.) o precursor do dispositivo intrauterino, uma vez que ele descobriu o efeito anticoncepcional derivado da colocação de um corpo estranho no interior do útero de alguns animais. Conta-se que eram inseridos objetos no útero das mulheres por meio de um tubo de chumbo.[8]

O primeiro DIU foi desenvolvido em 1909 pelo médico alemão Richard Richter, de Waldenburg. O seu dispositivo era feito de tripa de bicho-da-seda e não foi amplamente utilizado.[9] Ao contrário dos dispositivos intrauterinos modernos, os primeiros dispositivos interuterinos (do latim inter-, que significa "entre", em oposição a intra-) atravessavam tanto a vagina quanto o útero, causando uma alta taxa de doença inflamatória pélvica.

O médico alemão Ernst Gräfenberg (que dá nome ao ponto G) criou o primeiro DIU de anel. O anel de Gräfenberg, como foi chamado, era feito de filamentos de prata. Porém, a substituição dos pessários teve dificuldade em convencer os ginecologistas da época.[9] Seu trabalho foi reprimido durante o regime nazista, quando a contracepção era considerada uma ameaça às mulheres arianas. Ele se mudou para os Estados Unidos, onde seus colegas H. Hall e M. Stone retomaram seu trabalho após sua morte e criaram o Anel Hall-Stone de aço inoxidável.

Duas comunicações sobre bons resultados obtidos em Israel e no Japão reacenderam o interesse pelo DIU enquanto método contraceptivo. Em Israel, um estudo comparou a eficácia de um anel de prata e de um anel de crina de cavalo. Já no Japão, o médico Tenrei Ota também desenvolveu um DIU de prata ou ouro, chamado anel Precea (traduzido como anel de pressão) ou anel Ōta.

O obstetra Lazar C. Margulies projetou um DIU de plástico, utilizando termoplásticos, em formato de espiral.[10] Sua inovação permitiu a inserção do DIU no útero sem a necessidade de dilatar o cérvix.[11]

Em 1962, Jack Lippes deu a ele um formato de S duplo e adicionou dois fios de náilon para facilitar a remoção. Seu DIU Lippes Loop, com formato trapezoidal, tornou-se um dos DIUs de primeira geração mais populares. Lippes ajudou a iniciar o aumento do uso de DIU nos Estados Unidos.

Décadas de 1960 e 1970

[editar | editar código fonte]

A invenção do DIU de cobre na década de 1960 trouxe consigo o design em forma de "T" maiúsculo usado pela maioria dos DIUs modernos. O médico americano Howard Tatum determinou que o formato em "T" se adaptaria melhor ao formato do útero, que forma um "T" quando contraído. Ele previu que isso reduziria as taxas de expulsão do DIU.[8] Juntos, Tatum e o médico chileno Jaime Zipper descobriram que o cobre poderia ser um espermicida eficaz e desenvolveram o primeiro DIU de cobre, o TCu200. Os aprimoramentos de Tatum levaram à criação do TCu380A (ParaGard), que é atualmente o DIU de cobre preferido.

O DIU hormonal também foi inventado nas décadas de 1960 e 1970. Inicialmente, o objetivo era atenuar o aumento da menstruação vaginal associado aos DIUs de cobre e aos DIUs inertes. O primeiro modelo, Progestasert, foi concebido por Antonio Scommegna e criado por Tapani J. V. Luukkainen, mas o dispositivo durou apenas um ano de uso.[12] Um DIU hormonal comercial atualmente disponível, o Mirena, também foi desenvolvido por Luukkainen e lançado em 1976.[9] A fabricante do Mirena, a Bayer AG, tornou-se alvo de vários processos judiciais por alegações de que a Bayer não alertou adequadamente as usuárias sobre a possibilidade de o DIU perfurar o útero e migrar para outras partes do corpo.[13]

Além disso, nas décadas de 1960 e 1970, muitos DIUs de plástico com formatos diferentes foram inventados e comercializados.[9] Entre eles, estava o Dalkon Shield, cujo design inadequado causou infecção bacteriana e levou a mortes indiretas e milhares de processos judiciais. O caso do Dalkon Shield foi julgado na década de 1970, o que interrompeu temporariamente seu uso. Embora o Dalkon Shield tenha sido retirado do mercado, ele teve um impacto negativo duradouro no uso e na reputação do DIU nos Estados Unidos.[14] Os DIUs modernos são mais seguros e as complicações são raras.

DIU de cobre.

Os principais tipos de DIU (Dispositivo Intrauterino) são o DIU de cobre e o DIU hormonal. Mas existem, também, os DIUs de ouro, de prata, de aço inoxidável e de plástico.

A maioria dos DIUs de cobre tem uma estrutura em forma de T enrolada com fio de cobre eletrolítico puro e/ou possui colares (mangas) de cobre. Os braços da estrutura mantêm o DIU no lugar próximo à parte superior do útero. Esses dispositivos intrauterinos geralmente vêm com um nome que consiste em uma marca registrada e um número. O número corresponde aproximadamente à área de superfície coberta com cobre e é expresso em mm2. O Paragard TCu 380a mede 32 mm (1,26") horizontalmente (parte superior do T) e 36 mm (1,42") verticalmente (perna do T). Os DIUs de cobre têm uma taxa de falha no primeiro ano que varia de 0,1 a 2,2%.[15]

O DIU de cobre libera íons de cobre, que são tóxicos para os espermatozoides e interrompem sua motilidade, impedindo-os de se unirem ao óvulo. Ele também faz com que o útero e as Trompas de Falópio produzam um fluido que contém íons de cobre, prostaglandinas, enzimas e glóbulos brancos, atuando como um espermicida dentro do útero.[16] O aumento de íons de cobre no muco cervical inibe a motilidade e a viabilidade do esperma, impedindo que ele viaje pelo muco cervical ou destruindo-o ao passar. O cobre também pode alterar o revestimento endometrial e estudos mostrem que, embora essa alteração possa impedir a implantação de um óvulo fertilizado ("blastocisto"), não pode romper um DIU já implantado.[17][18]

Um DIU de cobre pode permanecer no local com a mesma eficácia por um período de 5 a 10 anos, dependendo do modelo. Dados de eficácia em larga escala, em estudos randomizados realizados por vários centros internacionais e em estudos comparativos não randomizados de longo prazo com a versão padrão do GyneFix 330 e com a versão reduzida do Gynefix 220, foram realizados em 15.000 mulheres-ano de exposição em mulheres nulíparas e multíparas. Eles demonstram que esses DIUs são sistemas contraceptivos intrauterinos muito eficazes.

As taxas de falha variam de 0% a 2,5% (taxa cumulativa) do primeiro ano até 9 anos. Esta eficácia a longo prazo foi confirmada num ensaio clínico aleatório comparável realizado pela Organização Mundial de Saúde[19]. No entanto, essas são médias, e a eficiência é menor à medida que a área da superfície do cobre diminui. O modelo Nova T 200, que não continha cobre suficiente e cuja eficiência caiu para 94% após três anos (mesmo tendo sido instalado durante 5 anos), foi retirado do mercado em 2007[20]. Em 2019, a Vidal lista apenas os modelos 375 e 380.

Vantagens e desvantagens

[editar | editar código fonte]

As vantagens do DIU de cobre incluem sua capacidade de fornecer contracepção de emergência até cinco dias após a relação sexual desprotegida. É a forma mais eficaz de contracepção de emergência disponível.[21] Ele funciona impedindo a fecundação ou a implantação, mas não afeta os embriões já implantados.[22] Não contém hormônios, portanto, pode ser usado durante a amamentação. A fertilidade retorna rapidamente após a remoção.[23]

O DIU de cobre é indicado como um método contraceptivo alternativo aos anticoncepcionais hormonais para prevenir seus efeitos adversos a curto ou longo prazo. Os DIUs de cobre também duram mais e estão disponíveis em uma gama maior de tamanhos e formatos do que os DIUs hormonais.[24]

As desvantagens incluem a possibilidade de períodos menstruais mais intensos e cólicas mais dolorosas.[25] As cólicas podem ser aliviadas com anti-inflamatórios não esteroides.[26]

Ao contrário dos preservativos, o DIU não protege contra infecções sexualmente transmissíveis. Os DIUs modernos não causam infertilidade nem dificultam a gravidez da mulher, e a fertilidade geralmente retorna alguns dias após a remoção.[27]

DIU hormonal (Mirena) dentro do útero.

O DIU hormonal, também chamado de Sistema Uterino com Levonorgestrel (SIULNG), é um dispositivo pequeno, feito de plástico em forma de T, que é colocado no interior do útero. O cilindro do DIU é revestido com uma membrana que libera continuamente uma pequena quantidade do hormônio progesterona.[28]

O DIU hormonal funciona principalmente impedindo a fertilização. Ele libera uma pequena quantidade de levonorgestrel, um progestágeno, dentro do útero. O progestogênio atua espessando o muco cervical e impedindo que os espermatozoides cheguem às Trompas de Falópio. Logo, o principal mecanismo de ação é tornar o interior do útero inabitável para os espermatozoides. O DIU hormonal também pode, às vezes, impedir a ovulação. Cada tipo de DIU hormonal varia em tamanho, quantidade de levonorgestrel liberada e duração.

O DIU hormonal também pode afinar o revestimento endometrial e potencialmente prejudicar a implantação, mas esta não é sua função habitual. Como afinam o revestimento endometrial, também podem reduzir ou até mesmo prevenir o sangramento menstrual. Como resultado, são usados ​​para tratar menorragia (menstruação intensa), uma vez descartadas as causas patológicas da menorragia (como pólipos uterinos).

No Brasil, o DIU hormonal é comercializado com os nomes Mirena® ou Kyleena®. A diferença entre eles está no tamanho e na quantidade de hormônio que cada DIU libera.O Mirena® é um pouco maior que o Kyleena® e, consequentemente, libera mais hormônio.

O DIU hormonal tem uma taxa de eficácia de 99,8% e é considerado um dos métodos contraceptivos mais eficazes. A taxa de falha varia apenas entre 0,1% e 0,4% no primeiro ano de uso. Ou seja, cerca de 2 a cada 1000 mulheres usuárias de DIU engravidam por ano com o DIU hormonal e 8 a cada 1000 mulheres engravidam por ano com de cobre. Para fins de comparação, 3 em cada 100 mulheres usuárias de pílula engravidam por ano e 16 em cada 100 mulheres usuárias de preservativo engravidam por ano.[29]

Vantagens e desvantagens

[editar | editar código fonte]

O DIU hormonal pode ser utilizado em casos de hipermenorreia idiopática (menstruação intensa), mioma, endometriose e adenomiose.[28] Tal como os contraceptivos orais, pode induzir uma redução da duração e do fluxo dos períodos, ou mesmo amenorreia (desaparecimento dos períodos).

Em um estudo de 10 anos, o DIU de levonorgestrel demonstrou ser tão eficaz quanto medicamentos orais (ácido tranexâmico, ácido mefenâmico, combinação de estrogênio-progesterona ou progesterona isolada); a mesma proporção de mulheres não havia se submetido a cirurgia para sangramento intenso e apresentou melhora semelhante em sua qualidade de vida.

Embora o DIU hormonal possa diminuir o período menstrual ou interromper a menstruação[30], as mulheres e pessoas que menstruam podem ter escapes durante vários meses e pode levar até três meses para que se verifique uma diminuição de 90% no período.[31] As cólicas podem ser aliviadas com anti-inflamatórios não esteroides.[26]

Outras vantagens são que a progestina liberada pelos DIUs hormonais atua principalmente localmente e o o uso do Mirena resulta em níveis sistêmicos de progestogênio muito mais baixos do que outros anticoncepcionais com doses muito baixas de progestogênio. O Kyleena tem doses ainda mais baixas que o Mirena.

Os DIUs modernos não causam infertilidade nem dificultam a gravidez da mulher, e a fertilidade geralmente retorna alguns dias após a remoção.[23]

Entre as desvantagens, estão: os DIUs com progestagênio conferem um risco aumentado de cistos ovarianos[32]. O Mirena lista entre seus efeitos colaterais alterações na saúde mental, incluindo nervosismo, humor deprimido ou alterações de humor.[33] O DIU hormonal não é adequado para contracepção pós-coito.[34] E, ao contrário dos preservativos, o DIU não protege contra infecções sexualmente transmissíveis.

Os DIUs inertes não possuem um componente bioativo. Eles são feitos de materiais inertes, como aço inoxidável (como o anel de aço inoxidável, um anel flexível de espirais de aço que pode se deformar para ser inserido no colo do útero) ou plástico (como o Lippes Loop, que pode ser inserido através do colo do útero em uma cânula e assume um formato trapezoidal dentro do útero).

Seu mecanismo de ação primário é induzir uma reação local de corpo estranho, o que torna o ambiente uterino hostil tanto ao esperma quanto à implantação do embrião.[35] Eles podem apresentar taxas mais altas de prevenção da gravidez após a fertilização, em vez de antes da fertilização, em comparação com os DIUs de cobre ou hormonais.[36]

Vantagens e desvantagens

[editar | editar código fonte]

São menos eficazes do que os DIUs de cobre ou os DIUs hormonais, com um perfil de efeitos colaterais semelhante ao dos DIUs de cobre. Ainda não são autorizados em todos os países. Não possuem um fio para remoção, o que pode representar um desafio para profissionais de saúde não familiarizados com os tipos de DIU não disponíveis em sua região.[37]

Outros tipos de DIU

[editar | editar código fonte]

DIUs que contêm ouro ou prata também existem.[38][39] Outros formatos de DIU incluem os chamados DIUs em forma de U, como o Load e o Multiload, e os DIUs sem armação, que contêm várias minúsculas esferas cilíndricas ocas de cobre. Os DIUs sem armação são mantido no lugar por uma sutura (nó) ao fundo do útero e estão disponíveis principalmente na China e na Europa. Um DIU de cobre com estrutura, denominado DIU SCu300, apresenta molas quando implantado e forma uma forma esférica tridimensional. É baseado em um núcleo de liga de níquel-titânio com memória de forma.[40] Além dos DIUs de cobre, metais nobres e progestogênio, mulheres e pessoas que menstruam na China podem obter DIUs de cobre com indometacina. Este composto não hormonal reduz a gravidade do sangramento menstrual, e essas molas são populares.[41]

Cobre[42] Mirena[43] Kyleena[44]
Hormônio (total no dispositivo) Nenhum 52 mg levonorgestrel 19.5 mg levonorgestrel
Quantidade liberada Nenhuma 20 μg/dia 16 μg/dia
Eficácia aprovada 10 anos 5 anos 5 anos
Mecanismo de ação Cobre tóxico para os espermatozoides - O levonorgestrel engrossa o muco cervical, impedindo que os espermatozoides cheguem ao óvulo;

- Às vezes, impede a ovulação.

Vantagens entre os DIUs Sem hormônios;

Contracepção de emergência.

- Várias opções de níveis hormonais;

- Menstruação mais leve após 3 meses; algumas usuárias apresentam amenorreia.

Desvantagens entre os DIUs Fluxo menstrual mais intenso e cólicas Cistos ovarianos

Efeitos colaterais

[editar | editar código fonte]

Independentemente do tipo de DIU, existem alguns efeitos colaterais potenciais que são semelhantes para todos os DIUs. Alguns desses efeitos colaterais incluem alterações no padrão de sangramento, expulsão e doença inflamatória pélvica (especialmente nos primeiros 21 dias após a inserção).

A ocorrência de migração do DIU é rara, com taxas relatadas na literatura médica variando entre 0,1% e 0,9%. No entanto, quando ocorre migração, pode levar a complicações graves, como perfuração uterina e, em casos raros, perfuração da bexiga. A perfuração da bexiga, embora incomum (afetando apenas 2% dos DIUs deslocados), pode resultar em sintomas como frequência urinária, hematúria e formação de cálculos, frequentemente necessitando de intervenção cirúrgica para remoção.[45] Monitoramento e exames de imagem regulares, como ultrassonografia ou tomografia computadorizada, são recomendados para detectar precocemente tais complicações e garantir o tratamento oportuno.

Os fabricantes de coletores menstruais recomendam a mulheres e pessoas que menstruam que usam DIU e estejam considerando usar coletores menstruais, que consultem seus ginecologistas antes do uso. Houve casos raros em que mulheres usando DIU os deslocaram ao remover seus coletores menstruais; no entanto, isso também pode acontecer com o uso de absorventes internos.[46] Apesar dos relatos, até 2023, não havia consenso científico sobre se o uso do coletor menstrual aumenta o risco de expulsão do DIU; estudos mais rigorosos são necessários.[47]

Uma pequena probabilidade de gravidez permanece após a inserção do DIU e, quando isso ocorre, há um risco maior de gravidez ectópica.[48]

Ao contrário dos preservativos, o DIU não protege contra infecções sexualmente transmissíveis.[49]

Os DIUs modernos não causam aumento de infecção. No entanto, como acontece com qualquer intervenção médica, os DIUs podem levar a um aumento do risco de infecção imediatamente após a inserção.

Os efeitos colaterais associados ao uso do DIU de cobre são:

Também existe certa preocupação entre as mulheres com a sensibilidade ao metal do cobre ou níquel pela possibilidade de uma reação adversa ao DIU. O metal usado é 99,99% cobre, e um estúdio encontrou um conteúdo máximo de níquel de 0,001%. Devido ao fato de o níquel ter um elevado potencial alérgico, alguns pesquisadores sugerem que mesmo essas minúsculas quantidades podem causar problemas. Alguns relatórios apresentam casos de dermatite eczematosa e urticária em um pequeno grupo de pacientes com cobre ou níquel por absorção sistêmica.[50][51][52]

Dispositivos intrauterinos de levonorgestrel (DIU-LNG) têm sido associados a sintomas psiquiátricos, incluindo depressão, ansiedade e ideação suicida, particularmente em adolescentes e mulheres jovens, embora as evidências permaneçam conflitantes. Alguns estudos relatam aumento dos sintomas depressivos e de ansiedade, potencialmente associados à sensibilização do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA) e níveis elevados de cortisol, enquanto outros não encontram associação ou até mesmo redução dos sintomas.[53]

Algumas mulheres apresentam amenorreia, ou ausência de menstruação, enquanto usam um DIU. Isso porque os DIUs tendem a afinar o revestimento do útero, levando a uma menor quantidade de menstruação ou à ausência total de menstruação. Existe uma condição conhecida como síndrome dos ovários policísticos (SOP), que causa a ausência de menstruação nas mulheres e pode levar a um risco aumentado de câncer endometrial.[54] No entanto, o DIU causa o afinamento do revestimento endometrial do útero, o oposto do que ocorre na SOP.

Além disso, os efeitos colaterais associados ao uso do DIU hormonal são:

Além dos sintomas mencionados, de acordo com um estudo publicado em outubro de 2024 no JAMA Network, que comparou mais de 78.590 mulheres dinamarquesas com idades entre 15 e 49 anos que usavam um DIU hormonal com mais de 78.000 outras mulheres que não usavam esse contraceptivo, aquelas que usavam um DIU hormonal tinham um risco 40% maior de desenvolver câncer de mama.

Indicações e contraindicações

[editar | editar código fonte]
DIU Mirena.

De acordo com os Critérios de Elegibilidade Médica para Uso de Contraceptivos dos EUA, publicados pelo CDC, o DIU é indicado para mulheres com mais de 20 anos e aquelas que já deram à luz. Elas são colocadas na categoria 1, o que significa que não há preocupações especiais quanto ao uso.[56][57]

Mulheres e pessoas que menstruam com menos de 20 anos e/ou que não deram à luz são classificadas na categoria 2 para uso de DIU, principalmente devido ao "risco de expulsão por nuliparidade e de DSTs decorrentes do comportamento sexual em faixas etárias mais jovens". De acordo com o CDC, os benefícios geralmente superam os riscos, e os DIUs são recomendados para mulheres jovens e nulíparas, embora possa ser necessária uma atenção mais cuidadosa.

A Organização Mundial para a Saúde e seu capítulo Critérios de Elegibilidade Médica para o Uso de Contraceptivos e a Faculdade de Planejamento Familiar e Saúde Reprodutiva do Colégio Real de Obstetras e Ginecólogos têm uma lista das seguintes condições em que a inserção de um DIU não é normalmente recomendada (categoria 3) ou condições onde um DIU não deve ser inserido (categoria 4):

Condições onde os riscos teóricos ou comprovados pelo general filho do prefeito peso que as vendas da inserção de um DIU:

Condições que representam um risco não aceitável para a saúde caso um DIU seja inserido:

Inserção e remoção do DIU

[editar | editar código fonte]
Remoção de DIU.

A inserção do DIU pode ocorrer em vários momentos da vida reprodutiva da usuária:

  • A inserção de intervalo, a mais comum, ocorre distante da gravidez;
  • A inserção pós-aborto, seja ele um aborto induzido ou espontâneo, quando se sabe que o útero está vazio;
  • A inserção pós-parto ocorre após o parto, seja imediatamente, enquanto a mulher ainda está no hospital, ou tardiamente, até 6 semanas após o parto, após parto vaginal ou cesárea. O momento da inserção altera o risco de expulsão do DIU.[58][59][60][61][62]

Durante o procedimento de inserção, os profissionais de saúde utilizam um espéculo para localizar o colo do útero (a abertura para o útero), pinçam o colo para estabilizá-lo aberto com um tenáculo[63] e, em seguida, utilizam um dispositivo de inserção para colocar o DIU no útero. O dispositivo de inserção atravessa o colo do útero. Um estabilizador cervical de sucção pode ser usado no lugar do tenáculo padrão para manter o colo do útero aberto durante o procedimento de inserção do DIU.[64] O procedimento em si, se não for complicado, não deve levar mais de cinco a dez minutos.[65]

Para a inserção pós-parto imediata, o DIU é inserido após a remoção da placenta do útero. O útero é maior do que o normal após o parto, o que tem implicações importantes para a inserção. Após partos vaginais, as inserções podem ser feitas com fórceps placentário, um dispositivo de inserção mais longo, especializado para inserções pós-parto, ou manualmente, onde o profissional de saúde usa a mão para inserir o DIU no útero. Após cesáreas, o DIU é inserido no útero com fórceps ou manualmente durante a cirurgia, antes da sutura da incisão uterina.[66][67][68]

Geralmente, a remoção é simples e, segundo relatos, não é tão dolorosa quanto a inserção, pois não há necessidade de um instrumento que passe pelo colo do útero.[69] Esse processo exige que o profissional de saúde localize o colo do útero com um espéculo e, em seguida, utilize uma pinça anelar, que entra apenas na vagina, para segurar os fios do DIU e, em seguida, retirá-lo.

Experiência da paciente

[editar | editar código fonte]
A verificação do posicionamento do DIU após a inserção deve ser semestral, por meio de consultas ao ginecologista.

É difícil prever o que a optante pelo DIU sentirá durante a inserção ou remoção do dispositivo intrauterino. Algumas mulheres descrevem a inserção como cólicas, outras como uma fisgada e outras não sentem nada. Apenas 9% das mulheres nulíparas consideraram o procedimento indolor, 72% moderadamente doloroso e 17% sentiram dor substancial com a inserção, que necessita de manejo ativo.[70] Aproximadamente 11% das mulheres que já tiveram filhos sentem dor semelhante.[71]

Nesses casos, os AINEs podem ser eficazes quando administrados em resposta à dor pós-inserção, mas não apresentam efeito significativo quando administrados profilaticamente.[72] A lidocaína tópica demonstrou ser um medicamento eficaz no controle da dor quando aplicada antes do procedimento.[73] O uso de lidocaína intrauterina (bloqueio paracervical) é subutilizado nos Estados Unidos como um método eficaz para reduzir a dor associada à inserção.[74] Estabilizadores cervicais de sucção, como o Estabilizador Cervical de Sucção Carevix™,[75] podem reduzir a dor associada ao procedimento de inserção.[76]

Prevalência e popularidade

[editar | editar código fonte]

Globalmente, 14,3% das mulheres casadas ou em união estável em idade reprodutiva (15 a 49 anos) utilizam a contracepção intrauterina como método preferido de planejamento familiar. No entanto, a adoção do DIU varia significativamente entre as diferentes regiões. Na Ásia, o DIU é particularmente popular, com 27% das usuárias de contraceptivos recorrendo a ele, enquanto na Oceania, a taxa de utilização é muito menor, de 1,8%. Geograficamente, a maioria das usuárias de DIU — mais de 80% em todo o mundo — concentra-se na Ásia, com quase dois terços (64%) dessas usuárias vivendo na China.[77]

O uso do DIU é mais prevalente em regiões menos desenvolvidas (15,1% das mulheres) em comparação com regiões mais desenvolvidas (9,2% das mulheres). Dentro dos continentes, há variações significativas. Por exemplo, na Europa, o uso do DIU varia de 5% no sul da Europa a 16% a 28% em países como França e Escandinávia. Na África, o uso de DIU é relativamente baixo nas regiões subsaarianas (menos de 2%), mas maior no Norte da África, particularmente em países como Egito (36,1%) e Tunísia (27,8%).[77] Nos Estados Unidos, o uso de DIU aumentou de 0,8% em 1995 para 7,2% entre 2006 e 2014.[78][79] As taxas de uso de DIU também são influenciadas pela etnia nos Estados Unidos, com mulheres hispânicas mais propensas a usar DIU em comparação com mulheres brancas.

Entre os métodos contraceptivos, o DIU, juntamente com outros implantes contraceptivos, resulta na maior satisfação entre as usuárias.[80]

Um estudo constatou que as profissionais de planejamento familiar escolhem métodos contraceptivos de longa duração com mais frequência (41,7%) do que o público em geral (12,1%).[81]

Uso do DIU no Brasil

[editar | editar código fonte]

Em 2023, o Ministério da Saúde divulgou nota técnica que orienta a colocação e retirada de DIU por enfermeiros, além dos médicos, que já realizavam o procedimento. Como resultado, entre 2022 e 2023, o número de inserções realizadas em unidades da atenção primária, como Unidades Básicas de Saúde (UBSs), dobrou, passando de 30 mil para 60 mil. Em toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS), que também inclui ambulatórios, policlínicas e hospitais, as inserções chegaram a 164,4 mil, o que representa um aumento de 43,6% em relação a 2022.[82] Entretanto, no Brasil, a utilização de DIUs em mulheres - incluindo multíparas e nulíparas - e pessoas que menstruam permanece com taxa próxima a 3%.[83] Apenas 1,9% das mulheres em idade fértil no Brasil usam o DIU de cobre, segundo os dados do Ministério da Saúde.[84]

Uso do DIU na China

[editar | editar código fonte]

Em 2012, a República Popular da China realizou 9,95 milhões (outra estatística diz 7,2 milhões) de inserções de dispositivos intrauterinos e 1,8 milhão (outra estatística diz 2,84 milhões) de remoções de dispositivos intrauterinos, resultando em 480 casos de perfuração uterina e 1.952 casos de infecção.[85][86] O número de mulheres casadas em idade fértil (com menos de 50 anos) que utilizam dispositivos intrauterinos atingiu 131,85 milhões. O dispositivo intrauterino é o principal método contraceptivo na China, representando 54% de todos os métodos contraceptivos, mais de cinco vezes mais do que os preservativos.[87]

A inserção forçada do DIU já foi uma das medidas de controle de natalidade no programa de planejamento familiar da República Popular da China. Como a inserção do DIU pode prevenir eficazmente a gravidez, ela reduz a carga de trabalho do departamento de planejamento familiar. De 1982 a 1983, quando Qian Xinzhong era o diretor da Comissão Nacional de Planejamento Familiar, ele propôs “inserir um DIU para o primeiro filho e esterilizar o segundo filho”, estabelecendo um recorde de 17,76 milhões de dispositivos intrauterinos colocados em 1983.[88] Embora a política tenha sido um pouco flexibilizada desde então, o princípio do "primeiro filho com DIU" continua até hoje em muitas regiões. Por exemplo, o "Regulamento Provincial de População e Planejamento Familiar de Guangdong", revisado em 2014, ainda estipula que "para casais em idade fértil que tenham dado à luz um filho, a parte feminina deve dar prioridade ao uso de um dispositivo contraceptivo intrauterino; para casais que tenham dado à luz dois ou mais filhos, uma das partes deve dar prioridade à esterilização".

O centro de emissão de certificados do Departamento de Segurança Pública obriga as mulheres a inserirem DIUs, exigindo que o departamento de planejamento familiar emita um certificado de inserção de DIU como condição necessária para processar os procedimentos de registro familiar da criança, em vez de as mulheres inserirem DIUs voluntariamente. Além disso, as condições em algumas clínicas de inserção de DIU são precárias, o que pode causar complicações como infecção uterina.

Referências

  1. Winner, B; Peipert, JF; Zhao, Q; Buckel, C; Madden, T; Allsworth, JE; Secura, GM. (2012). «Effectiveness of Long-Acting Reversible Contraception». New England Journal of Medicine. 366 (21): 1998–2007. PMID 22621627. doi:10.1056/NEJMoa1110855 
  2. Hurt, K. Joseph (eds.); et al. (28 de março de 2012). The Johns Hopkins manual of gynecology and obstetrics. 4th ed. Philadelphia: Wolters Kluwer Health/Lippincott Williams & Wilkins. p. 232. ISBN 978-1-60547-433-5 
  3. «Contraception Editorial January 2008: Reducing Unintended Pregnancy in the United States». www.arhp.org. Janeiro de 2008. Consultado em 14 de março de 2018 
  4. a b Committee on Adolescent Health Care Long-Acting Reversible Contraception Working Group, The American College of Obstetricians and, Gynecologists (outubro de 2012). «Committee opinion no. 539: adolescents and long-acting reversible contraception: implants and intrauterine devices.». Obstetrics and gynecology. 120 (4): 983–8. PMID 22996129. doi:10.1097/AOG.0b013e3182723b7d 
  5. Black, K; Lotke, P.; Buhling, K.J.; Zite, N.B. (outubro de 2012). «A review of barriers and myths preventing the more widespread use of intrauterine contraception in nulliparous women». The European Journal of Contraception & Reproductive Health Care. 17 (5): 340–50. PMC 4950459Acessível livremente. PMID 22834648. doi:10.3109/13625187.2012.700744 
  6. Hurd, [edited by] Tommaso Falcone, William W. (2007). Clinical reproductive medicine and surgery. Philadelphia: Mosby. p. 409. ISBN 9780323033091 
  7. «Emergency Contraception - ACOG». www.acog.org. Consultado em 26 de março de 2018 
  8. «Breve História da Contracepção» 
  9. a b c d Thiery M (March 1997). "Pioneers of the intrauterine device" (PDF). The European Journal of Contraception & Reproductive Health Care. 2 (1): 15–23. doi:10.1080/13625189709049930. PMID 9678105. Archived from the original (PDF) on 20 August 2006.
  10. Thiery, M. (1 de janeiro de 1997). «Pioneers of the intrauterine device». The European Journal of Contraception & Reproductive Health Care (1): 15–23. ISSN 1362-5187. PMID 9678105. doi:10.1080/13625189709049930. Consultado em 25 de abril de 2025 
  11. Reed, James (2014). Birth Control Movement and American Society: From Private Vice to Public Virtue. Col: Princeton Legacy Library. s.l: Princeton University Press. Consultado em 25 de abril de 2025 
  12. Thiery, Michel (1 de junho de 2000). «Intrauterine contraception: from silver ring to intrauterine contraceptive implant». European Journal of Obstetrics and Gynecology and Reproductive Biology (em inglês) (2): 145–152. ISSN 0301-2115. PMID 10825633. doi:10.1016/S0301-2115(00)00262-1. Consultado em 25 de abril de 2025 
  13. https://legal.thomsonreuters.com/en/products/westlaw-today  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  14. Thiery, Michel (1 de junho de 2000). «Intrauterine contraception: from silver ring to intrauterine contraceptive implant». European Journal of Obstetrics and Gynecology and Reproductive Biology (em inglês) (2): 145–152. ISSN 0301-2115. PMID 10825633. doi:10.1016/S0301-2115(00)00262-1. Consultado em 25 de abril de 2025 
  15. Kulier, Regina; O'Brien, Paul; Helmerhorst, Frans M; Usher-Patel, Margaret; d'Arcangues, Catherine (17 de outubro de 2007). Cochrane Fertility Regulation Group, ed. «Copper containing, framed intra-uterine devices for contraception». Cochrane Database of Systematic Reviews (em inglês). doi:10.1002/14651858.CD005347.pub3. Consultado em 3 de maio de 2025 
  16. Anderson, Beverly. «Understanding the IUD» 
  17. Trussell J, Schwarz EB (2011). "Emergency contraception". In Hatcher RA, Trussell J, Nelson AL, Cates W Jr, Kowal D, Policar MS (eds.). Contraceptive technology (20th revised ed.). New York: Ardent Media. pp. 113–145. ISBN 978-1-59708-004-0. ISSN 0091-9721. OCLC 781956734. p. 121:
  18. Royal College of Obstetricians and Gynaecologists (Great Britain). Faculty of Sexual & Reproductive Health Care. (2007). Faculty of Sexual & Reproductive Healthcare clinical guidance.
  19. Wildemeersch D, Batár I, Affandi B, Andrade ATL, Wu S, Hu J, Cao X. "O sistema intrauterino 'sem moldura' para contracepção reversível de longo prazo: Uma revisão de 15 anos de experiência clínica" J Obstet Gynaecol Res. 2003; 3/29:160–9.
  20. Afirmado na tese de doutorado em medicina Alice De Verbizier, 13 de abril de 2011, p. 108. No entanto, suas instruções ainda estão sendo atualizadas em 2015 por seu fabricante.
  21. Cleland, Kelly; Zhu, Haoping; Goldstuck, Norman; Cheng, Linan; Trussell, James (1 de julho de 2012). «The efficacy of intrauterine devices for emergency contraception: a systematic review of 35 years of experience». Human Reproduction (7): 1994–2000. ISSN 0268-1161. PMC 3619968Acessível livremente. PMID 22570193. doi:10.1093/humrep/des140. Consultado em 3 de maio de 2025 
  22. "Os fatos são importantes: a contracepção de emergência (CE) e os dispositivos intrauterinos (DIUs) não são abortivos". Congresso Americano de Obstetras e Ginecologistas. 12 de junho de 2014. Página visitada em 14 de julho de 2015 . Os íons de cobre liberados do DIU criam um ambiente tóxico para os espermatozoides, impedindo a fertilização.14 O cobre também pode alterar o revestimento endometrial, mas estudos mostram que essa alteração pode impedir a implantação, mas não interromper a implantação
  23. a b Belhadj, Hedia; Sivin, Irving; Diaz, Soledad; Pavez, Margarita; Tejada, Ana-Sofia; Brache, Vivian; Alvarez, Francisco; Shoupe, Donna; Breaux, Harlene (1 de setembro de 1986). «Recovery of fertility after use of the Levonorgestrel 20 mcg/d or copper T 380 Ag intrauterine device». Contraception (em inglês) (3): 261–267. ISSN 0010-7824. doi:10.1016/0010-7824(86)90007-7. Consultado em 3 de maio de 2025 
  24. Shoupe D (2011). Contraception. John Wiley & Sons. p. 96. ISBN 978-1-4443-4263-5.
  25. Grimes DA, Nelson TJ, Guest F, Kowal D (2007). Hatcher RA (ed.). "Intrauterine Devices (IUDs)". Contraceptive Technology (19th ed.).
  26. a b Marnach, Mary L.; Long, Margaret E.; Casey, Petra M. (1 de março de 2013). «Current Issues in Contraception». Mayo Clinic Proceedings (em inglês) (3): 295–299. ISSN 0025-6196. doi:10.1016/j.mayocp.2013.01.007. Consultado em 3 de maio de 2025 
  27. Belhadj, Hedia; Sivin, Irving; Diaz, Soledad; Pavez, Margarita; Tejada, Ana-Sofia; Brache, Vivian; Alvarez, Francisco; Shoupe, Donna; Breaux, Harlene (1 de setembro de 1986). «Recovery of fertility after use of the Levonorgestrel 20 mcg/d or copper T 380 Ag intrauterine device». Contraception (em inglês) (3): 261–267. ISSN 0010-7824. doi:10.1016/0010-7824(86)90007-7. Consultado em 3 de maio de 2025 
  28. a b "Declaração IMAP sobre Dispositivos Intrauterinos", IPPF Medical Bulletin [arquivo], 2003; Volume 37, Número 2.
  29. Barba, Maria Emília. «Tudo sobre o DIU» 
  30. Gabbe S (2012). Obstetrícia: gestações normais e problemáticas. Ciências da Saúde da Elsevier. pág. 527. ISBN 978-1-4557-3395-8.
  31. Shoupe D (2011). Contracepção. John Wiley & Filhos. pág. 96. ISBN 978-1-4443-4263-5..
  32. Bahamondes, Luis; Hidalgo, Margarete; Petta, Carlos A.; Diaz, Juan; Espejo-Arce, Ximena; Monteiro-Dantas, Cecilia (agosto de 2003). «Enlarged ovarian follicles in users of a levonorgestrel-releasing intrauterine system and contraceptive implant». The Journal of Reproductive Medicine (8): 637–640. ISSN 0024-7758. PMID 12971147. Consultado em 3 de maio de 2025 
  33. "Mirena: Consumer Medicine Information" (PDF). Bayer. March 2014. Archived (PDF) from the original on 27 April 2014. Retrieved 27 April 2014.
  34. MIRENA système intra-utérin SIU.
  35. Ortiz, Mar��a Elena; Croxatto, Horacio B. (1 de junho de 2007). «Copper-T intrauterine device and levonorgestrel intrauterine system: biological bases of their mechanism of action». Contraception (em inglês) (6): S16–S30. ISSN 0010-7824. doi:10.1016/j.contraception.2007.01.020. Consultado em 3 de maio de 2025  replacement character character in |primeiro= at position 4 (ajuda)
  36. The ESHRE Capri Workshop Group (1 de maio de 2008). «Intrauterine devices and intrauterine systems». Human Reproduction Update (3): 197–208. ISSN 1355-4786. doi:10.1093/humupd/dmn003. Consultado em 3 de maio de 2025 
  37. Cheung, Vincent Y.T. (2010). «A 10-year experience in removing Chinese intrauterine devices». International Journal of Gynecology & Obstetrics (em inglês) (3): 219–222. ISSN 1879-3479. doi:10.1016/j.ijgo.2009.12.018. Consultado em 3 de maio de 2025 
  38. "Contraceptive coils (IUDs)". NetDoctor.co.uk. 2006. Archived from the original on 17 July 2006. Retrieved 5 July 2006.
  39. Schering (May 13, 2003). "Nova T380 Patient information leaflet (PIL)". Archived from the original on September 28, 2007. Retrieved April 27, 2007.
  40. Baram, Ilan; Weinstein, Ariel; Trussell, James (fevereiro de 2014). «The IUB, a newly invented IUD: a brief report». Contraception (2): 139–141. ISSN 1879-0518. PMC 3947156Acessível livremente. PMID 24309220. doi:10.1016/j.contraception.2013.10.017. Consultado em 3 de maio de 2025 
  41. Li, Ying; Zhang, Su-min; Chen, Feng; Zhang, Chun-yan; Li, You-ping; Zhou, Jian; Xun, Peng-cheng; Zhao, Yang; Ba, Lei (6 de dezembro de 2011). «[A multi-center randomized controlled trial of intrauterine device use in Chinese women]». Zhonghua Yi Xue Za Zhi (45): 3172–3175. ISSN 0376-2491. PMID 22333096. Consultado em 3 de maio de 2025 
  42. "ParaGard intrauterine copper contraceptive" (PDF). www.paragard.com. Retrieved 14 March 2018.
  43. "Mirena: Levonorgestrel-releasing intrauterine system" (PDF). www.accessdata.fda.gov. Retrieved 14 March 2018.
  44. "Kyleena: Levonorgestrel-releasing intrauterine system" (PDF). www.accessdata.fda.gov. Retrieved 14 March 2018.
  45. Liu, Guangtao; Li, Feifei; Ao, Min; Huang, Guimin (16 de agosto de 2021). «Intrauterine devices migrated into the bladder: two case reports and literature review». BMC Women's Health (1). 301 páginas. ISSN 1472-6874. PMC 8365895Acessível livremente. PMID 34399735. doi:10.1186/s12905-021-01443-w. Consultado em 4 de maio de 2025 
  46. "Menstrual Cup use and IUDs". Feminine Wear. Archived from the original on 13 July 2017. Retrieved 22 December 2013.
  47. Bowman, Nicola; Thwaites, Annette (21 de janeiro de 2023). «Menstrual cup and risk of IUD expulsion – a systematic review». Contraception and Reproductive Medicine (1). 15 páginas. ISSN 2055-7426. PMC 9863186Acessível livremente. PMID 36670496. doi:10.1186/s40834-022-00203-x. Consultado em 4 de maio de 2025 
  48. "ParaGard (copper IUD)". Mayo Clinic. Retrieved 30 November 2018.
  49. "Quais são os efeitos colaterais e complicações do DIU?". www.plannedparenthood.org. Consultado em 21 de novembro de 2017
  50. Jouppila, P.; Niinimäki, A.; Mikkonen, M. (junho de 1979). «Copper allergy and copper IUD». Contraception (6): 631–637. ISSN 0010-7824. PMID 487812. doi:10.1016/0010-7824(79)90009-x. Consultado em 4 de maio de 2025 
  51. Frentz, G.; Teilum, D. (1980). «Cutaneous eruptions and intrauterine contraceptive copper device». Acta Dermato-Venereologica (1): 69–71. ISSN 0001-5555. PMID 6153839. Consultado em 4 de maio de 2025 
  52. Wöhrl, S.; Hemmer, W.; Focke, M.; Götz, M.; Jarisch, R. (dezembro de 2001). «Copper allergy revisited». Journal of the American Academy of Dermatology (6): 863–870. ISSN 0190-9622. PMID 11712031. doi:10.1067/mjd.2001.117729. Consultado em 4 de maio de 2025 
  53. Elsayed, Mohamed; and Schönfeldt-Lecuona, Carlos (3 de julho de 2023). «The potential association between psychiatric symptoms and the use of levonorgestrel intrauterine devices (LNG-IUDs): A systematic review». The World Journal of Biological Psychiatry (6): 457–475. ISSN 1562-2975. PMID 36426589. doi:10.1080/15622975.2022.2145354. Consultado em 4 de maio de 2025  |nome2= sem |sobrenome2= em Authors list (ajuda); |nome3= sem |sobrenome3= em Authors list (ajuda); |nome4= sem |sobrenome4= em Authors list (ajuda); |nome5= sem |sobrenome5= em Authors list (ajuda); |nome6= sem |sobrenome6= em Authors list (ajuda); |nome7= sem |sobrenome7= em Authors list (ajuda); |nome8= sem |sobrenome8= em Authors list (ajuda)
  54. Dumesic, Daniel A.; Lobo, Rogerio A. (1 de agosto de 2013). «Cancer risk and PCOS». Steroids. 10th AE-PCOS meeting (8): 782–785. ISSN 0039-128X. doi:10.1016/j.steroids.2013.04.004. Consultado em 4 de maio de 2025 
  55. Aurélie Franc, "DIU Mirena: a maioria dos efeitos adversos eram 'já conhecidos'", no Le Figaro, 21 de novembro de 2017.
  56. "Classificações para dispositivos intrauterinos". www.cdc.gov. 9 de abril de 2020. Consultado em 4 de agosto de 2022
  57. Curtis, Kathryn M. (2016). «U.S. Medical Eligibility Criteria for Contraceptive Use, 2016». MMWR. Recommendations and Reports (em inglês). ISSN 1057-5987. doi:10.15585/mmwr.rr6503a1. Consultado em 4 de maio de 2025 
  58. "Contracepção reversível de longa duração: implantes e dispositivos intrauterinos". www.acog.org. Página visitada em 13 de abril de 2020.
  59. Lopez, Laureen M; Bernholc, Alissa; Hubacher, David; Stuart, Gretchen; Van Vliet, Huib AAM (26 de junho de 2015). Cochrane Fertility Regulation Group, ed. «Immediate postpartum insertion of intrauterine device for contraception». Cochrane Database of Systematic Reviews (em inglês) (6). PMC 10777269Acessível livremente. PMID 26115018. doi:10.1002/14651858.CD003036.pub3. Consultado em 4 de maio de 2025 
  60. "Perda precoce da gravidez". www.acog.org. Página visitada em 13 de abril de 2020 .
  61. Lopez, Laureen M; Bernholc, Alissa; Hubacher, David; Stuart, Gretchen; Van Vliet, Huib AAM (26 de junho de 2015). Cochrane Fertility Regulation Group, ed. «Immediate postpartum insertion of intrauterine device for contraception». Cochrane Database of Systematic Reviews (em inglês) (6). PMC 10777269Acessível livremente. PMID 26115018. doi:10.1002/14651858.CD003036.pub3. Consultado em 4 de maio de 2025 
  62. Jatlaoui, Tara C.; Whiteman, Maura K.; Jeng, Gary; Tepper, Naomi K.; Berry-Bibee, Erin; Jamieson, Denise J.; Marchbanks, Polly A.; Curtis, Kathryn M. (outubro de 2018). «Intrauterine Device Expulsion After Postpartum Placement: A Systematic Review and Meta-analysis». Obstetrics & Gynecology (em inglês) (4). 895 páginas. ISSN 0029-7844. PMC 6549490Acessível livremente. PMID 30204688. doi:10.1097/AOG.0000000000002822. Consultado em 4 de maio de 2025 
  63. Johnson, Brett Andrew (1 de janeiro de 2005). «Insertion and removal of intrauterine devices». American Family Physician (1): 95–102. ISSN 0002-838X. PMID 15663031. Consultado em 4 de maio de 2025 
  64. Yaron, Michal; Legardeur, Hélène; Barcellini, Bastien; Akhoundova, Farida; Mathevet, Patrice (1 de julho de 2023). «Safety and efficacy of a suction cervical stabilizer for intrauterine contraceptive device insertion: Results from a randomized, controlled study». Contraception (em inglês). ISSN 0010-7824. PMID 36914147. doi:10.1016/j.contraception.2023.110004. Consultado em 4 de maio de 2025 
  65. "Como é uma inserção de DIU?". www.plannedparenthood.org. Consultado em 29 de março de 2018.
  66. Jatlaoui, Tara C.; Whiteman, Maura K.; Jeng, Gary; Tepper, Naomi K.; Berry-Bibee, Erin; Jamieson, Denise J.; Marchbanks, Polly A.; Curtis, Kathryn M. (outubro de 2018). «Intrauterine Device Expulsion After Postpartum Placement: A Systematic Review and Meta-analysis». Obstetrics & Gynecology (em inglês) (4). 895 páginas. ISSN 0029-7844. PMC 6549490Acessível livremente. PMID 30204688. doi:10.1097/AOG.0000000000002822. Consultado em 4 de maio de 2025 
  67. Okusanya, Babasola O; Oduwole, Olabisi; Effa, Emmanuel E (28 de julho de 2014). Cochrane Fertility Regulation Group, ed. «Immediate postabortal insertion of intrauterine devices». Cochrane Database of Systematic Reviews (em inglês) (7). PMC 7079711Acessível livremente. PMID 25101364. doi:10.1002/14651858.CD001777.pub4. Consultado em 4 de maio de 2025 
  68. Whitaker, Amy K.; Chen, Beatrice A. (1 de janeiro de 2018). «Society of Family Planning Guidelines: Postplacental insertion of intrauterine devices». Contraception (em inglês) (1): 2–13. ISSN 0010-7824. PMID 28987293. doi:10.1016/j.contraception.2017.09.014. Consultado em 4 de maio de 2025 
  69. Barnes Z. "Isso é o que esperar depois de remover o DIU". EU. Consultado em 30 de março de 2018.
  70. Marions, Lena; and Øverlie, Inger (1 de abril de 2011). «Use of the levonorgestrel releasing-intrauterine system in nulliparous women – a non-interventional study in Sweden». The European Journal of Contraception & Reproductive Health Care (2): 126–134. ISSN 1362-5187. PMID 21417562. doi:10.3109/13625187.2011.558222. Consultado em 4 de maio de 2025  |nome2= sem |sobrenome2= em Authors list (ajuda); |nome3= sem |sobrenome3= em Authors list (ajuda); |nome4= sem |sobrenome4= em Authors list (ajuda); |nome5= sem |sobrenome5= em Authors list (ajuda)
  71. Gemzell-Danielsson, K.; Mansour, D.; Fiala, C.; Kaunitz, A.M.; Bahamondes, L. (1 de julho de 2013). «Management of pain associated with the insertion of intrauterine contraceptives». Human Reproduction Update (4): 419–427. ISSN 1355-4786. PMC 3682672Acessível livremente. PMID 23670222. doi:10.1093/humupd/dmt022. Consultado em 4 de maio de 2025 
  72. Gemzell-Danielsson, K.; Mansour, D.; Fiala, C.; Kaunitz, A.M.; Bahamondes, L. (1 de julho de 2013). «Management of pain associated with the insertion of intrauterine contraceptives». Human Reproduction Update (4): 419–427. ISSN 1355-4786. PMC 3682672Acessível livremente. PMID 23670222. doi:10.1093/humupd/dmt022. Consultado em 4 de maio de 2025 
  73. Karasu, Yetkin; Cömert, Duygu Kavak; Karadağ, Burak; Ergün, Yusuf (2017). «Lidocaine for pain control during intrauterine device insertion». Journal of Obstetrics and Gynaecology Research (em inglês) (6): 1061–1066. ISSN 1447-0756. doi:10.1111/jog.13308. Consultado em 4 de maio de 2025 
  74. Murai R. "Por que não descobrimos como tornar os DIUs menos excruciantes?". Mãe Jones. Consultado em 18 de janeiro de 2023
  75. "Notificação de pré-comercialização 510(k)". www.accessdata.fda.gov. Consultado em 5 de janeiro de 2025
  76. Ansanay-Alex S (7 de fevereiro de 2023). "Aspivix recebe autorização da FDA dos EUA para Carevix™, seu novo estabilizador cervical". BioAlpes. Consultado em 5 de janeiro de 2025
  77. a b Buhling, Kai J.; Zite, Nikki B.; Lotke, Pamela; Black, Kirsten (1 de março de 2014). «Worldwide use of intrauterine contraception: a review». Contraception (em inglês) (3): 162–173. ISSN 0010-7824. PMID 24369300. doi:10.1016/j.contraception.2013.11.011. Consultado em 4 de maio de 2025 
  78. "Produtos - Resumos de dados - Número 188 - fevereiro de 2015". www.cdc.gov. Consultado em 27 de março de 2018
  79. "Uso de anticoncepcionais nos Estados Unidos". Instituto Guttmacher. 4 de agosto de 2004. Consultado em 19 de abril de 2019
  80. «Committee Opinion No. 539: Adolescents and Long-Acting Reversible Contraception: Implants and Intrauterine Devices». Obstetrics & Gynecology (em inglês) (4). 983 páginas. Outubro de 2012. ISSN 0029-7844. doi:10.1097/AOG.0b013e3182723b7d. Consultado em 4 de maio de 2025 
  81. "Novo estudo descobre que os profissionais de saúde da mulher usam DIUs mais do que qualquer outro método de controle de natalidade". www.plannedparenthood.org. Consultado em 27 de março de 2018
  82. «Aumenta 44% o número de mulheres que adotam o DIU na rede pública de Saúde»  |nome1= sem |sobrenome1= em Authors list (ajuda)
  83. Machado, Rogério Bonassi. Uso de dispositivos intrauterinos (DIU) em nulíparas - - São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), 2017. (Série Orientações e Recomendações FEBRASGO, no. 1/Comissão Nacional Especializada em Anticoncepção). 13p.
  84. Rodrigues GA, Alves VH, Rodrigues DP, Pereira AV, Marchiori GRS, Oliveira MLB, et al. Reproductive planning and insertion of intrauterine devices by physicians and nurses in Brazil. Cogitare Enferm. [Internet]. 2023 [cited in “insert year, month, day”]; 28. Available from: https://dx.doi.org/10.1590/ce.v28i0.90554.
  85. Anuário de Estatísticas Chinesas de População e Emprego, Vol. 2013, Tabelas 6-3 e 6-7.
  86. Anuário Estatístico de Saúde e Planejamento Familiar da China de 2013, Vol. 2013, Tabela 8-8-2.
  87. Anuário de Estatísticas de População e Emprego Chinês, Vol. 2013, Tabela 6-5.
  88. Anuário Estatístico de Saúde e Planejamento Familiar da China, Vol. 2013, Tabela 8-8-1.