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Disco protoplanetário

Imagem de HL Tauri obtida pelo Atacama Large Millimeter Array[1][2]

Um disco protoplanetário é um disco de matéria (cuja composição teorizada é de 99% gás, e 1% de material sólido, na forma de pó) em órbita em torno de uma estrela recém-formada, como do tipo T Tauri ou Herbig.[3]

A sequência evolutiva de discos protoplanetários com subestruturas[4]
Imagem de 2009 mostrando a fração de estrelas que sugerem alguma evidência de possuir um disco protoplanetário em função de sua idade estelar em milhões de anos; as amostras são de aglomerados e associações jovens próximos.[5]

Em protoestrelas muito jovens há estrelas de pouca massa, constituídas principalmente de poeira e gás, que através do processo de colapso gravitacional e a conservação do momento angular, nuvem ou nuvens de gases moleculares e poeira aglutinam-se, formando materiais mais densos. Uma vez, iniciado o processo de formação de materiais mais densos, estará dado o inicio do processo de formação de futuros planetas, asteróides e todos os tipos de objetos estelares que encontramos em nosso sistema solar.[6]

O disco protoplanetário tem uma química influenciada através das radiações e temperatura radiada pela protoestrela. A radiação UV e raio x, ionizam as nuvens de gases em níveis diferentes, conforme a distância e obstrução a fonte de radiação. Essa interação ioniza parte das moléculas e induz a química do tipo íon-molécula, neutro-neutro, recombinação dissociativa [nota 1] entre outras. A temperatura, quando suficiente, fornece energia para a reorganização das moléculas mudando o estado amorfo para o cristalino.[6]

Notas e referências

Notas

  1. Reconbinação dissociativa, é uma reação em que um íon molecular recombina-se com um elétron e forma dois produtos neutros como .

Referências

  1. Johnathan Webb (6 de novembro de 2014). «Planet formation captured in photo». BBC 
  2. «Birth of Planets Revealed in Astonishing Detail in ALMA's 'Best Image Ever'». NRAO. 6 de novembro de 2014. Arquivado do original em 6 de novembro de 2014 
  3. «Protoplanetary Disc in the Orion Nebula». Consultado em 16 de setembro de 2009 
  4. «Early Evolution of Planetary Disk Structures Seen for the First Time». National Radio Astronomy Observatory. Consultado em 18 de fevereiro de 2024 
  5. Mamajek, E.E.; Usuda, Tomonori; Tamura, Motohide; Ishii, Miki (2009). «Initial Conditions of Planet Formation: Lifetimes of Primordial Disks». AIP Conference Proceedings. 1158: 3–10. Bibcode:2009AIPC.1158....3M. arXiv:0906.5011Acessível livremente. doi:10.1063/1.3215910 
  6. a b «Evolução química de regiões de formação estelar e discos protoplanetários» (PDF) 
  7. «Pitch perfect in DSHARP at ALMA». www.eso.org (em inglês). Consultado em 28 de janeiro de 2019 
  8. «Hubble reveals cosmic Bat Shadow in the Serpent's Tail». www.spacetelescope.org. Consultado em 5 de novembro de 2018 
  9. «Young planet creates a scene». www.eso.org. Consultado em 26 de fevereiro de 2018 
  10. «Feeding a Baby Star with a Dusty Hamburger». www.eso.org. Consultado em 15 de maio de 2017 
  11. «Spring Cleaning in an Infant Star System». www.eso.org. Consultado em 3 de abril de 2017 
  12. «Boulevard of Broken Rings». Consultado em 21 de junho de 2016 
  13. Harrington, J.D.; Villard, Ray (24 de abril de 2014). «RELEASE 14-114 Astronomical Forensics Uncover Planetary Disks in NASA's Hubble Archive». NASA. Consultado em 25 de abril de 2014. Cópia arquivada em 25 de abril de 2014 
  14. Aru, Mari-Liis; Mauco, Karina; Manara, Carlo F. (dezembro de 2024). «A tell-tale tracer for externally irradiated protoplanetary disks: Comparing the [C I] 8727 Å line and ALMA observations in proplyds». Astronomy & Astrophysics. 692: A137. arXiv:2410.21018Acessível livremente. doi:10.1051/0004-6361/202451737 

Ligações externas

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