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Catedral de Nossa Senhora do Carmo

Catedral de Nossa Senhora do Carmo
Fachada da catedral
Informações gerais
Construção1961–1981
ReligiãoIgreja Católica
DioceseDiocese de Parintins
Geografia
PaísBrasil
LocalizaçãoParintins, Amazonas, Amazonas
Coordenadas2° 37′ 41″ S, 56° 44′ 10″ O
Mapa
Localização em mapa dinâmico

A Catedral de Nossa Senhora do Carmo é a catedral da diocese de Parintins, no Amazonas.[1]

A devoção a Nossa Senhora do Carmo chegou à região com os missionários carmelitas. A paróquia teve início em 1806, com a construção de uma capela chamada São Benedito, idealizada pelo frei carmelita José das Chagas, na Praça do Cristo Redentor.[1][2]

Essa capela foi demolida em 1905, e a imagem de Nossa Senhora do Carmo foi transferida para uma igreja inaugurada em 1895 na Praça do Sagrado Coração de Jesus, onde permaneceu até 1962.[1][2]

Em 1958, iniciou-se a campanha para a nova catedral, liderada por Dom Arcângelo Cérqua. A construção começou efetivamente em 1961, com projeto do engenheiro italiano Giovanni Butori e apoio do Padre Jorge Frezzini.[1][2]

A Prelazia de Parintins foi elevada à dignidade de diocese pelo Papa João Paulo II, no dia 30 de outubro de 1980. Em 1981, a catedral foi concluída, com o término da torre. A instalação da diocese deu-se em 16 de agosto de 1981, por Dom Carmine Rocco, núncio apostólico no Brasil.[3]

Em 1965 aconteceu o primeiro Festival Folclórico de Parintins, criado por um grupo de amigos ligados à Juventude Alegre Católica (JAC), entre os quais Xisto Pereira, Jansen Rodrigues Godinho, Lucinor Barros e Raimundo Muniz, então presidente da entidade, além do padre Augusto, com o objetivo de arrecadar fundos para a construção da Catedral de Nossa Senhora do Carmo, padroeira de Parintins. No primeiro ano, vinte e duas quadrilhas se apresentaram, sem a presença dos bois Caprichoso e Garantido.[4]

Em 1966 os bois-bumbá foram convidados a participar do festival, e pela primeira vez ambos participaram juntos do festival.[5]

Em 2004, o templo foi tombado como patrimônio cultural pelo Amazonas (Lei nº 618/2004).[1]

Com 42 metros de altura, ela é a estrutura mais alta de Parintins. Possui 176 degraus e foi finalizada em 1981, sob coordenação do engenheiro José Ribeiro e Simão Assayag.[6]

Sua arquitetura em forma de cruz mede 75 metros de comprimento por 50 de largura, com altura máxima de 22 metros. A igreja possui sete portas principais — três frontais, duas laterais e duas nos braços da cruz — além de quatro portas internas que conduzem à sacristia. Ao entrar pela porta central, destaca-se o altar em mármore, trazido da Itália, assim como o vitral localizado ao fundo. No trono acima do altar, encontra-se a imagem de Nossa Senhora do Carmo, padroeira da Catedral.[7]

A construção da Catedral se deu em etapas ao longo dos anos. Em julho de 1964, foi instalado o piso, e, no ano seguinte, a comunidade se mobilizou para arrecadar fundos com o Primeiro Festival Folclórico de Parintins, idealizado por José da Preferida. Em 1969, a estrutura metálica do telhado foi erguida, marcando mais um avanço significativo. A imagem de Nossa Senhora do Carmo que atualmente adorna o altar foi obtida com a ajuda do padre Pascoal Ziello, por intermédio de Dom Arcângelo Cerqua, primeiro bispo da cidade.[7]

Em 1977, o Irmão Miguel de Pascale realizou importantes pinturas murais nas paredes da igreja, que ainda hoje impressionam os visitantes. O acabamento do piso e dos revestimentos da Catedral foi feito com tijolos e ladrilhos produzidos artesanalmente pela antiga Olaria do Padre Colombo, que pertencia à Diocese. Esses detalhes refletem o envolvimento direto da comunidade e da Igreja local na edificação desse importante templo religioso, que se tornou símbolo de fé e identidade para o povo de Parintins.[7]

Festa do Carmo

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A Festa de Nossa Senhora do Carmo de Parintins é uma das mais tradicionais manifestações religiosas do Amazonas. Todos os anos, no mês de julho, milhares de fiéis se unem em missas, procissões e homenagens que culminam no dia 16 de julho, festa litúrgica da padroeira.[8]

  1. a b c d e «Parintins – Catedral de Nossa Senhora do Carmo | ipatrimônio». Consultado em 12 de julho de 2025 
  2. a b c @author (2 de agosto de 2017). «Catedral de Nossa Senhora do Carmo». Prefeitura de Parintins. Consultado em 12 de julho de 2025 
  3. @author (2 de agosto de 2017). «Catedral de Nossa Senhora do Carmo». Prefeitura de Parintins. Consultado em 12 de julho de 2025 
  4. Maria Laura Viveiros de Castro Cavalcanti (agosto de 1999). «O Boi-Bumbá de Parintins, Amazonas: breve história e etnografia da festa». Consultado em 15 de junho de 2013 
  5. Maria Laura Viveiros de Castro Cavalcanti (agosto de 1999). «O Boi-Bumbá de Parintins, Amazonas: breve história e etnografia da festa». Consultado em 15 de junho de 2013 
  6. Salles, Ed (26 de junho de 2024). «Festival de Parintins: conheça a história da Catedral mais famosa da ilha». Portal Norte. Consultado em 12 de julho de 2025 
  7. a b c «IBGE | Biblioteca». IBGE | Biblioteca. Consultado em 12 de julho de 2025 
  8. Corrêa, Rosimay; Torres, Iraildes Caldas (31 de agosto de 2022). «OS INDÍGENAS E A ANCESTRALIDADE DA FESTA DA PADROEIRA EM PARINTINS, AMAZONAS.». Novos Rumos Sociológicos (17): 28–45. ISSN 2318-1966. doi:10.15210/norus.v10i17.22947. Consultado em 12 de julho de 2025