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Cassegrain

Trajetória da luz que passa através do tubo de um telescópio na configuração Cassegrain.

O Telescópio Cassegrain é uma configuração óptica utilizada em tubos de telescópios refletores que consiste em um refletor primário parabólico e um refletor secundário hiperbólico. Nessa configuração, a luz (radiação eletromagnética) é refletida pelo espelho primário e interceptada pelo secundário antes de atingir o foco principal. Após ser refletida pelo secundário, a luz converge para o foco localizado após o espelho primário.[1]

É a configuração mais utilizada por telescópios profissionais. O foco pode ser ajustado de diversas maneiras dependendo do que se pretende fazer apenas modificando-se brevemente as posições dos espelhos primário e secundário.[2]

Contextualização

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Este tipo de configuração foi criada e apresentada ao público em 1672[3] pelo estudioso francês Laurent Giovani Cassegrain (1629–1693), daí o nome "Telescópio Cassegrain" ou "Foco Cassegrain). A configuração óptica consiste na combinação de um espelho primário côncavo e um espelho secundário convexo ambos alinhados simetricamente no eixo axial. O primário possui um furo no centro que permite a passagem da luz para o ponto focal do telescópio (foco Cassegrain, neste caso).

Atualmente, pode-se acoplar uma câmera CCD, um espectrógrafo, ou qualquer outro tipo de instrumento científico[4] na base do tubo do telescópio Cassegrain.

Conforme a necessidade e praticidade, surgiram os tipos de montagens alternativas para telescópios baseadas no Cassegrain que tentam reduzir erros de imagem de diferentes maneiras:

Cassegrain tipo catadióptrico

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Quando um telescópio tipo Cassegrain envolve a combinação de componentes refletores e refratores são chamados de telescópios Cassegrain tipo catadióptrico.

Expressões matemáticas para o telescópio Cassegrain

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O Cassegrain "Clássico"

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Radiotelescópio que utiliza foco Cassegrain situado em Sondrestrom, Groenlândia

No Cassegrain "Clássico" a onda eletromagnética é captada pelo espelho primário parabólico, reflete para o secundário hiperbólico que a reflete novamente e esta passa pelo furo central do espelho primário onde é captada pelo equipamento (instrumento) instalado no telescópio ou radiotelescópio.

O raio de curvatura dos espelhos primários e secundários nesta configuração são, respectivamente:

e

onde

  • é a efetividade do sistema focal
  • é a distância do secundário para o foco
  • é a distância entre os dois espelhos

Se e são conhecidos, o foco do espelho primário , e a distância para o foco de trás do espelho primário , temos e .

A constante cônica do espelho primário é o mesmo que o da parábola , e a do espelho secundário é escolhida substituindo o foco no local desejado:

,

onde

,

e é o aumento secundário.

Referências

  1. Illingworth, Valerie (1994). The facts on file dictionary of astronomy (em inglês) 3rd ed. New York: Facts on File. p. 62-63. ISBN 0-8160-3184-3 
  2. Kitchin, C.R. (2003). Astrophysical Tecniques. [S.l.]: Institute of Physics Publishing 
  3. «Os primeiros telescópios». UFMG. Consultado em 22 de setembro de 2015 
  4. «A BRIEF HISTORY OF TELESCOPES» (PDF). Consultado em 22 de setembro de 2015