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Bananal

 Nota: Para outros significados, veja Bananal (desambiguação).
Bananal
Município do Brasil
Estância Turística de Bananal
Praça Central, com o Sobrado Vallim em destaque
Câmara Municipal
Fórum
Igreja Matriz
Hino
Lema Orta Labore
"Surgida do trabalho"
Gentílico bananalense
Localização
Localização de Bananal em São Paulo
Localização de Bananal em São Paulo
Localização de Bananal em São Paulo
Bananal está localizado em: Brasil
Bananal
Localização de Bananal no Brasil
Mapa
Mapa de Bananal
Coordenadas 22° 41′ 02″ S, 44° 19′ 22″ O
País Brasil
Unidade federativa São Paulo
Região metropolitana Vale do Paraíba e Litoral Norte
Municípios limítrofes Resende (RJ), Barra Mansa (RJ), Rio Claro (RJ), Angra dos Reis (RJ), São José do Barreiro e Arapeí.
Distância até a capital 316 km[1]
História
Fundação 10 de julho de 1783 (242 anos)
Administração
Prefeito(a) William Landim da Silva[2][3] (Republicanos, 2021–2028)
Vereadores 9
Características geográficas
Área total Censo 2022/IBGE [4] 616,429 km²
População total (Censo 2022/IBGE [4]) 9 969 hab.
Densidade 16,2 hab./km²
Clima tropical de Altitude (Cwa)
Altitude 454 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (2010/IBGE [4]) 0,733 alto
PIB (IBGE/2021 [5]) R$ 216.018.384,00
PIB per capita (IBGE/2021 [5]) R$ 19 568,66
Sítio www.bananal.sp.gov.br (Prefeitura)

Bananal, oficialmente Estância Turística de Bananal, é o município no extremo leste do estado de São Paulo e fica na divisa com a cidade de Barra Mansa, sendo a cidade mais próxima do estado do Rio de Janeiro, na Região Geográfica Imediata de Cruzeiro, Vale do Paraíba. De acordo com o Censo 2022, sua população é de 9 969 habitantes e a área é de 616,429 km², o que resulta numa densidade demográfica de 16,17 hab./km².[6] O município é formado pela sede e pelo distrito de Rancho Grande.[7][8]

Umas cidades mais ricas durante o Ciclo do Café, conserva muitos edifícios históricos dos séculos XVIII e XIX, tais quais fazendas, igrejas e palacetes urbanos com seus azulejos portugueses, cristais belgas e móveis importados. Devido à sua riqueza histórica, o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT) promoveu o tombamento do núcleo urbano da cidade por seu "valor histórico e arquitetônico", sendo um importante destino turístico do Vale do Paraíba e Vale Histórico. Atrai turistas do Brasil inteiro, principalmente nos setores do turismo histórico, cultural e arquitetônico, além do ecoturismo, uma vez que o município conta com piscinas naturais de águas claras e fundo de areia branca, e o turismo de aventura, por ser cercado pelas montanhas das serras da Bocaína e da Mantiqueira.[9][10][11][12]

Estância turística

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Bananal é um dos 29 municípios paulistas considerados estâncias turísticas pelo estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Turística, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.

O Bananal nasceu da povoação fundada por João Barbosa de Camargo e sua mulher Maria Ribeiro de Jesus, que aí ergueram uma capela dedicada ao Senhor Bom Jesus do Livramento, em sesmaria que lhes foi doada em 1783. O povoado foi elevado à categoria de vila em 1832 e à de município, em 1849, sendo comarca desde 1858.

Estado de São Paulo (1850).

O município cresceu e enriqueceu-se com as fazendas de café. Com tanta riqueza, Bananal chegou a avalizar para o Império empréstimos feitos em bancos ingleses, chegando a cidade ao luxo de possuir, por algum tempo, moeda própria. Com a decadência do café, as fazendas passaram para a pecuária leiteira, sendo que dos tempos áureos ficaram muitos e valiosos monumentos.

Seus limites são os municípios fluminenses de Barra Mansa a norte, Rio Claro a leste e Angra dos Reis a sul, assim como São José do Barreiro e Arapeí (ambos em São Paulo) a oeste.

Crescimento populacional
Ano População Total
187215 606
189015 435−1,1%
19005 473−64,5%
19109 67076,7%
192011 50719,0%
192512 2966,9%
193412 9325,2%
193713 8266,9%
194011 566−16,3%
194616 65644,0%
195015 018−9,8%
195813 329−11,2%
196012 810−3,9%
197012 8890,6%
198010 969−14,9%
199111 3683,6%
20009 713−14,6%
201010 2235,3%
20229 969−2,5%
Est. 202410 109[13]1,4%
Fontes:[14][15][16][17]
Censos Demográficos IBGE e Estimativas SEADE

Dados demográficos

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Dados do Censo 2022

Infraestrutura

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Comunicações

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O sistema de telefones automáticos foi inaugurado na cidade pela Companhia de Telecomunicações do Estado de São Paulo (COTESP) em 1968.[18] Já o sistema de discagem direta à distância (DDD) foi implantado em 1986 pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP), com o código de área (0125).[19]

Na década de 90 o código DDD da cidade foi alterado para (012), para padronização do sistema telefônico com a telefonia celular que estava sendo implantada em todo o estado.[20]

Solar Valim com fachada restaurada (2012).
Estação Ferroviária de Bananal.
  • Solar Manuel de Aguiar Valim, antigo solar do Barão Manuel de Aguiar Valim, um dos mais próspero cafeicultor do Vale do Paraíba no século XIX. Localizado na Praça Rubião Júnior, no centro da cidade, foi construído entre 1854 e 1860. Em 1909 foi entregue pela família ao Estado. Tombado pelo CONDEPHAAT[21] em 1972 e doado ao Município, passando a ser sede da Prefeitura até meados da década de 80. Nos anos seguintes foi abandonado pelo governo municipal, o que acarretou a sua deterioração. Desde 2006 é sede da ABATUR - Associação Bananalense de Turismo[22], que tenta, aos poucos, restaurá-lo. Suas características são neoclássicas, suas portas principais são em arco pleno e a escada principal tem lances simétricos. Com um magnífico hall e murais feitos pelo artista catalão José Maria Villaronga, dos quais ainda restam vestígios. No salão de baile, que possuía um coreto para a orquestra, o Barão Manuel de Aguiar Valim realizava festas e recebia altos dignitários do Império, entre outros, o Gastão de Orléans, Conde d'Eu.
  • Pharmácia Popular, antiga Farmácia Imperial, existe desde 1830, fundada por um boticário francês, tendo, depois de sucessivos proprietários, chegado, 1922, às mãos do farmacêutico Ernâni Graça. Com o seu falecimento em 1956, passou a ser administrada pelo seu filho Plínio Graça até o seu falecimento em 2011.[23] Chegou a receber um prêmio da Fundação Roberto Marinho como a mais antiga farmácia em funcionamento no Brasil[24].
  • Chafariz de ferro: Em 1879, por iniciativa de Alfredo Campos da Paz, foi inaugurado no Bananal um chafariz de ferro. Destinado ao atendimento da população que ainda não contava com o serviço de água encanada, o chafariz, hoje restaurado, tem forma de coluna e é ornado com elementos barroco.
  • Estação Ferroviária de Bananal: atual ponto turístico, inaugurada em 24 de dezembro de 1888.
Igreja Matriz.

O Cristianismo se faz presente na cidade da seguinte forma:[25]

Igreja Católica

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Igrejas Evangélicas

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Entre as igrejas protestantes históricas, pentecostais e neopentecostais, encontram-se na cidade:[27][28]

Referências

  1. «Distâncias entre a cidade de São Paulo e todas as cidades do interior paulista». Consultado em 31 de janeiro de 2011 
  2. «Eleições 2024: Dr William, do REPUBLICANOS, é eleito prefeito de Bananal no 1.º turno». G1. 7 de outubro de 2024. Consultado em 5 de janeiro de 2025 
  3. Predefinição:Extera ligilo
  4. a b c IBGE. «IBGE_Cidades». Consultado em 26 de janeiro de 2024 
  5. a b IBGE. «Produto Interno Bruto dos Municípios». Consultado em 26 de janeiro de 2024 
  6. «IBGE Cidades | Bananal/SP». IBGE Cidades. Consultado em 26 de janeiro de 2024 
  7. «Municípios e Distritos do Estado de São Paulo» (PDF). IGC - Instituto Geográfico e Cartográfico 
  8. «Divisão Territorial do Brasil». IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
  9. «Conheça o Município Turístico de Bananal». Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo. Consultado em 11 de maio de 2025 
  10. «Turismo: Bananal preserva história do Ciclo do Café no Vale do Paraíba». Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo. Consultado em 11 de maio de 2025 
  11. Hazov, Bruno (31 de janeiro de 2024). «Setur-SP lança marca turística Vale Histórico para fomentar Turismo». Portal PANROTAS. Consultado em 11 de maio de 2025 
  12. «Interior de SP: 10 cidades que merecem uma visita». Catraca Livre. 25 de novembro de 2024. Consultado em 11 de maio de 2025 
  13. «Estimativas da população residente para os municípios e para as unidades da federação (2024) | IBGE». www.ibge.gov.br 
  14. «Censos Demográficos (1991-2022) | IBGE». ibge.gov.br 
  15. «Censos Demográficos (1872-1980) | IBGE». biblioteca.ibge.gov.br 
  16. «Evolução da população segundo os municípios (1872-2010) | IBGE» (PDF). geoftp.ibge.gov.br 
  17. «Biblioteca Digital Seade | Fundação Seade». bibliotecadigital.seade.gov.br 
  18. «Telesp vai servir mais 86 cidades do estado». Folha de S.Paulo. 12 de março de 1975. Consultado em 21 de agosto de 2024 
  19. «Área de operação da Telesp em São Paulo». www.telesp.com.br. Página oficial da Telecomunicações de São Paulo (arquivada). 14 de janeiro de 1998. Consultado em 21 de agosto de 2024 
  20. «Telesp - Código DDD e Prefixos». www.telesp.com.br. Página oficial da Telecomunicações de São Paulo (arquivada). 14 de janeiro de 1998. Consultado em 21 de agosto de 2024 
  21. Secretaria de Estado da Cultura - Bem Tombado pelo CONDEPHAAT
  22. ABATUR - Associação Bananalense de Turismo
  23. Plínio Graça (1924-2011)- Preservou uma farmácia de 1830
  24. «Ata da Câmara Municipal, pg 4» (PDF). 18 de agosto de 2011. Consultado em 6 de novembro de 2012 
  25. O termo "cristão" (em grego Χριστιανός, transl Christianós) foi usado pela primeira vez para se referir aos discípulos de Jesus Cristo na cidade de Antioquia (Atos cap. 11, vers. 26), por volta de 44 d.C., significando "seguidores de Cristo". O primeiro registro do uso do termo "cristianismo" (em grego Χριστιανισμός, Christianismós) foi feito por Inácio de Antioquia, por volta do ano 100. Tyndale Bible Dictionary, pp. 266, 828
  26. «Sul 1 Region of Brazil [Catholic-Hierarchy]». www.catholic-hierarchy.org. Consultado em 20 de abril de 2025 
  27. Cross, F. L.; Livingstone, E. A., eds. (1 de janeiro de 2009). «The Oxford Dictionary of the Christian Church». Oxford University Press (em inglês). ISBN 978-0-19-280290-3. Consultado em 23 de abril de 2025 
  28. «Tabela 2094: População residente por cor ou raça e religião». sidra.ibge.gov.br. Consultado em 23 de abril de 2025 
  29. «Campos Eclesiásticos». CONFRADESP. 10 de dezembro de 2018. Consultado em 20 de abril de 2025 
  30. «Arquivos: Locais». Assembleia de Deus Belém – Sede. Consultado em 20 de abril de 2025 
  31. «Localidade - Congregação Cristã no Brasil». congregacaocristanobrasil.org.br. Consultado em 20 de abril de 2025 

Ligações externas

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