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Arqueologia funerária

Sepultamento esquelético, fase clássica da cultura Lusaciana, Cracóvia

A arqueologia funerária é uma subdisciplina da arqueologia que se dedica ao estudo das práticas relacionadas à morte e ao enterro de indivíduos em diversas culturas ao longo da história. Esse campo investiga os contextos funerários, os rituais associados, os artefatos funerários e os restos humanos, buscando compreender as crenças, valores sociais e estruturas culturais das sociedades passadas.[1]

Métodos e Abordagens

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A arqueologia funerária utiliza uma variedade de métodos para analisar os contextos funerários, incluindo:

  • Escavação de sepulturas: remoção cuidadosa de restos humanos e artefatos associados para análise posterior.
  • Análise osteológica: exame dos ossos para determinar idade, sexo, saúde, dieta e causas de morte.[2]
  • Estudo de artefatos funerários: análise de objetos como cerâmicas, joias e ferramentas, que fornecem pistas sobre crenças espirituais e status social.
  • Análise isotópica: investigação da mobilidade e dieta através de assinaturas químicas em dentes e ossos.[3]
  • Estudo de paisagens funerárias: análise de cemitérios e monumentos para entender práticas sociais e cosmovisões.

Exemplos Notáveis

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  • Wari Kayan (Peru): sítio arqueológico da cultura Paracas com múmias em fardos funerários e artefatos preciosos, revelando complexas práticas mortuárias.[4]
  • Phourni (Creta): necrópole minoana com tumbas ricamente decoradas, incluindo anéis de ouro e selos que indicam crenças elaboradas sobre a vida após a morte.[5]
  • Cemitério romano de Holborn (Londres): descoberta de uma cama funerária romana desmontada em 2024, indicando práticas sofisticadas relacionadas à morte.[6]

Importância Cultural e Científica

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A arqueologia funerária desempenha um papel essencial na compreensão das sociedades antigas, revelando informações sobre as estruturas familiares, crenças religiosas, papel da mulher, e status social. Ao documentar mudanças nas práticas mortuárias ao longo do tempo, é possível entender transformações culturais e históricas.[7]

Referências

  1. Park, R. (2010). "Burial archaeology and mortuary practices". In: Pearsall, D. M. (Ed.), *Encyclopedia of Archaeology*. Academic Press.
  2. Larsen, C. S. (2015). *Bioarchaeology: Interpreting Behavior from the Human Skeleton*. Cambridge University Press.
  3. Knudson, K. J., & Stojanowski, C. M. (2008). New directions in bioarchaeology: recent contributions to the study of human social identities. *Journal of Archaeological Research*, 16(4), 397–432.
  4. Menzel, D. (1964). Style and Time in the Middle Horizon. *Ñawpa Pacha: Journal of Andean Archaeology*, 2(1), 1–105.
  5. Hood, S. (1971). *The Minoans*. Thames and Hudson.
  6. The Guardian (2024). Flat-packed furniture for the next life: Roman funerary bed found in London.
  7. Parker Pearson, M. (1999). *The Archaeology of Death and Burial*. Sutton Publishing.
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