WikiMini

Apeadeiro de Diogal

Diogal
Identificação: (Diogal)[1]
Denominação: Apeadeiro de Diogal
Administração: Infraestruturas de Portugal (sul)[2]
Classificação: A (apeadeiro)[1]
Linha(s): Linha do Algarve (PK 333+506)
Altitude: 20 m (a.n.m)
Coordenadas: 37°3′38.49″N × 7°58′25.24″W

(=+37.06069;−7.97368)

Mapa

(mais mapas: 37° 03′ 38,49″ N, 7° 58′ 25,24″ O; IGeoE)
Município: FaroFaro
Serviços: sem serviços
Conexões:
Ligação a autocarros
Ligação a autocarros
9
Inauguração: [quando?]
Encerramento: demolido[quando?]

O apeadeiro de Diogal foi uma interface da Linha do Algarve, que servia uma zona rural no limite noroeste da cidade de Faro, em Portugal.

Vestígios do apeadeiro, em 2018.

Notavelmente, a designação do apeadeiro está em desacordo com a hidrografia e toponímia locais,[porquê?] mesmo em cartografia coeva.[3]

Localização e acessos

[editar | editar código fonte]

O local do extinto apeadeiro de Diogal situa-se junto à Ribeira de Biogal, que corre junto à via férrea desde a estação Parque das Cidades até à sua foz já na Ria de Faro,[4][5] distando cerca de dois quilómetros da povoação epónima, situada a sudeste;[4] a localidade mais próxima é porém Vale da Venda, situada junto à EN125, já em território concelho limítrofe de Loulé, a menos de um quilómetro a norte do local do extinto apeadeiro.[5]

Infraestrutura

[editar | editar código fonte]

Como apeadeiro numa linha de via única, esta interface tinha uma só plataforma.[carece de fontes?]

Aviso de 1905, onde Diogal surge com a categoria de paragem.

O apeadeiro de Diogal inseria-se no lanço da Linha do Algarve entre Tunes e Faro, que foi inaugurado em 1 de Julho de 1889 pela divisão estatal dos Caminhos de Ferro do Sul e Sueste.[6][7]

Diogal não constava já do horário oficial de 1980,[8] tendo sido encerrado anteriormente.[quando?]

Referências literárias

[editar | editar código fonte]
Pela portinhola do comboio vou seguindo a paisagem de figueiras e vinhas que desfila. De um lado o céu doirado e violeta, do outro todo roxo. Os nomes das estações têm um sabor a fruto maduro e exótico: Almancil-Nexe, Diogal, Marchil… De vez em quando fixo um pormenor: uma mulher passa na estrada branca, entre oliveiras pulvurentas e fantasmas esbranquiçados de árvores, sentada no burrico, de guarda-sol aberto, e dando de mamar ao filho. Terras de barro vermelho. Grupos de figueiras anainhas estendem os braços pelo chão até ao mar, deixando cair na água os ramos vergados de fruto, que só amadurece com as branduras. Uma ou outra casinha reluzindo de caiada: ao lado, e sempre, a nora de alcatruzes e um burrinho a movê-la entre as leves amendoeiras em fila, as oliveiras de um verde mais escuro e a alfarrobeira carregada de vargens negras pendentes. A mesa de Deus está posta. Estradas orladas de cactos imóveis como bronze, e a deslumbrante Fuzeta, com o seu zimbório entre árvores esguias. Ao longe, e sempre, acompanha-me o mar, que mistura o seu hálito a esta luz vivíssima.
Raul Brandão, Os Pescadores, p. 185 (1923)

Referências

  1. a b (I.E.T. 50/56) 56.º Aditamento à Instrução de Exploração Técnica N.º 50 : Rede Ferroviária Nacional. IMTT, 2011.10.20
  2. Diretório da Rede 2025. I.P.: 2023.11.29
  3. Folha 606 - Loulé (Série M888) Centro de Informação Geoespacial do Exército: Lisboa. Carta geográfica 1:25000
  4. a b «Cálculo de distância pedonal (37,05925; −7,97577 → 37,05057; −7,96108)». OpenStreetMaps / GraphHopper. Consultado em 17 de fevereiro de 2025 : 1990 m: desnível acumulado de +1−24 m
  5. a b «Cálculo de distância pedonal (37,06078; −7,97356 → 37,06573; −7,97339)». OpenStreetMaps / GraphHopper. Consultado em 17 de fevereiro de 2025 : 800 m: desnível acumulado de +2−7 m
  6. TORRES, Carlos Manitto (1 de Fevereiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1683). p. 76-78. Consultado em 1 de Novembro de 2017 
  7. SANTOS, 1997:181
  8. Horário verão 1980 Caminhos de Ferro Portugueses: Lisboa, 1980: pp.56-57, 62-63
O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre o Apeadeiro de Diogal
  • SANTOS, Luís Filipe Rosa (1997). Faro: um Olhar sobre o Passado Recente. (Segunda Metade do Século XIX). Faro: Câmara Municipal. 201 páginas 
Ícone de esboço Este artigo sobre uma estação, apeadeiro ou paragem ferroviária é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.